A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem em segunda e última discussão dois projetos de autoria da Mesa Executiva que definiram os valores dos salários do prefeito, do vice-prefeito, dos secretários municipais e dos vereadores da cidade a partir de 2005. A remuneração dos integrantes do Executivo permanecerá a mesma: o prefeito ganhará salário de R$ 13.865,28, o vice, R$ 5.199,48, e os secretários receberão R$ 6.499,35.
No caso do prefeito e dos secretários, o salário passará a mesclar remuneração e verba de representação em parcela única, de forma que haja obediência à Constituição Federal. Já o salário dos vereadores diminuirá de cerca de R$ 7 mil para R$ 5.724. A redução é resultado da emenda 25 do artigo 29 da Constituição, que estabeleceu que a remuneração dos vereadores deve corresponder a 60% da dos deputados estaduais - anteriormente, a porcentagem era 75%.
A votação foi polêmica porque o vereador Henrique Barros (PDT) apresentou substitutivo ao projeto que estabelecia as remunerações do Executivo. Segundo a alteração proposta por Barros, o salário de prefeito cairia para R$ 11.000, o de vice para R$ 4.160 e o dos secretários municipais para R$ 5.200. A Comissão de Justiça deu parecer contrário ao substitutivo porque a redução das remunerações do Executivo não teria amparo legal, ao contrário da redução para os pagamentos do Legislativo. O substitutivo foi rejeitado.
Na discussão, Barros prometeu que, caso reeleito, apresentaria projeto de lei em 2005 para extinguir o salário de vereador. Rubens Canizares (PHS) então sugeriu que Barros devolvesse o cheque de sua remuneração todos os meses. O vereador que propôs o substitutivo deu a resposta de que não apresentaria um projeto para a extinção do salário, mas um que requisitasse uma diminuição significativa do pagamento.
Sidney de Souza (PTB), por sua vez, qualificou a proposta de Barros como demagógica. ''Eu não quero reduzir o meu salário. Faço jus a cada centavo que ganho, porque rodo esta cidade inteira para atender a população'', afirmou. ''O vereador que não quiser receber salário que devolva seu cheque.''

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