A Câmara de Vereadores de Ibiporã aprovou ontem em primeira votação, numa sessão extraordinária, projetos que concedem reajustes salariais aos servidores da Prefeitura e aos funcionários da Câmara. A segunda votação será hoje, às 8h30, e segue na segunda-feira para última votação.
Caso o aumento seja aprovado, os servidores municipais receberão 7,36% a mais; os servidores da Câmara terão 17,36% e os assessores 47,36% de reajuste. Estes, que hoje recebem cerca de mil reais, passarão a receber R$ 1,4 mil. Apenas três vereadores votaram contra o aumento dos assessores.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ibiporã (Sindserv), Diego Bruno Marquetti, apesar de vários servidores terem se mostrado indignados com o porcentual do reajuste dos assessores, a entidade não vai realizar manifestação contra o aumento.
''Não somos contra o reajuste, mas contra o valor que foi dado. Num primeiro momento, não pretendemos encabeçar nenhum protesto, até mesmo para não repercutir negativamente sobre o aumento dos servidores'', disse. ''A Câmara deveria levar em consideração o momento financeiro por qual passa o país. Quero deixar claro que não somos contra os 17,36% dos servidores da Câmara, mas contra os 30% que os assessores vão receber a mais dos servidores.''
Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara, João Odair Pelisson, disse que o aumento não trará nenhum impacto à folha. ''Nós gastamos menos de 50% do que temos disponível pelo que a lei autoriza. Infelizmente, o prefeito não tem como dar mais aumento, mas na Câmara isso ainda é possível. É importante dizer que os vereadores não estão se beneficiando com esse projeto'', explica.
Pelisson, que não soube informar os autores do projeto, disse que é favorável ao aumento. ''Eu faria algumas emendas; não aprovaria da forma que está. Proporia talvez um meio termo, uns 20 ou 25% de aumento.''
Sobre ser um momento oportuno para a reajuste desse valor, Pelisson destaca: ''No ano passado, os servidores da Prefeitura tiveram uma revisão geral de salários e plano de cargos e carreiras. Na Câmara houve apenas o repasse normal. Essa era uma reivindicação dos assessores que, inclusive, verificaram que em Câmaras de outras cidades os salários são maiores'', finalizou.

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