Curitiba - A Câmara de Guaratuba, no litoral do Paraná, aprovou reajuste de 11,79% no salário dos vereadores. A resolução que fixava os novos subsídios para os parlamentares no período de 2009 a 2012 foi elaborada ainda em 2008, durante a legislatura anterior, mas somente agora foi aprovada. A mudança prevê salário de R$ 5,5 mil ao presidente da Casa, R$ 4,5 mil ao vice- presidente, R$ 4,3 mil ao primeiro-secretário, R$ 4,2 mil ao segundo-secretário e R$ 3,7 mil aos demais parlamentares.
O presidente da Câmara, Paulo Éder de Araújo (PSC), foi procurado pela FOLHA para explicar o procedimento, mas não retornou as ligações. A polêmica em torno desse aumento salarial começou na sessão plenária da última segunda feira, quando um jornalista da cidade, Gustavo Aquino, afirmou que teria sido puxado pelo braço pelo presidente da Casa, para que se retirasse do local.
De acordo com o jornalista, a resolução de reajuste no salário passou por votação de forma muito rápida durante a sessão e ninguém entendeu o que estava sendo votado. Ele, então, foi perguntar sobre o conteúdo da matéria e não recebeu resposta do vereador Araújo. Ao insistir na pergunta, o vereador mandou que retirassem Aquino do prédio. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) emitiu solidariedade ao repórter.
A Câmara de Guaratuba divulgou uma nota oficial na qual afirma que ''um cidadão sem autorização adentrou no espaço destinado a vereadores e funcionários da Casa e com arrogância e truculência'' abordou quem ali estava presente. Por conta disso, agora todo jornalista que quiser entrar na Câmara precisa fazer um cadastramento. ''É importante enfatizar que todos os vereadores desta Casa são a favor da manifestação democrática e da liberdade de expressão e de imprensa. (...) Contudo, são avessos a qualquer manifestação de hostilidade e qualquer ataque de cunho pessoal'', diz o documento.

mockup