Vereadores de Cornélio Procópio acusam prefeito
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
Nepotismo, licitações fraudulentas, crime eleitoral. Estas são algumas das denúncias feitas por um grupo de vereadores contra a administração do prefeito de Cornélio Procópio, José Antonio Otoni da Fonseca (PMDB). As denúncias foram encaminhadas ontem para o Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Promotoria Especial de Proteção ao Patrimônio Público pelos vereadores Edimar Gomes Filho (PTB), Edson Ducci Ferreira (PSDB) e Vanildo Felipe Sotero (PTB). O prefeito José Otoni da Fonseca contesta todas as acusações e diz que a intenção dos vereadores é criar fatos na mídia para desmoralizá-lo.
A primeira denúncia, já encaminhada anteriormente ao Ministério Público, trata de uma licitação que teria sido fraudulenta e que envolveria a empresa Powertooll, uma empresa de Campinas (SP) responsável pela elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município em 1997. O maior problema é que a empresa era fantasma. Nunca existiu de fato, argumentou Edson Ferreira.
A segunda denúncia envolveria as empresas Celta System e Planep, que teriam atuado em Cornélio Procópio entre os anos de 1997 e 1998, na área de software. Foi feito o projeto, mas nunca funcionou. Ainda estamos terminando de juntar as documentações sobre este assunto, complementou o vereador.
Outro caso ocorreu na campanha de reeleição do prefeito José Antonio. Um homem identificado como João Rodrigues teria recebido da prefeitura para trabalhar como cabo eleitoral. O cheque, anexado à denúncia, era nominal a um médico identificado como Itashio Nianara e teria sido assinado por um terceiro para que fosse descontado. No entanto, um outro documento anexado ao processo mostra que o médico não tem inscrição no Conselho Regional de Medicina.
O prefeito de Cornélio Procópio é acusado ainda de nepotismo. Ele teria empregado o sobrinho Emersson Carazzai Fonseca filho do irmão e deputado estadual Hermes Fonseca (PT) na pasta da Procuradoria Geral do Município.
José Antonio Otoni da Fonseca, disse que todas as críticas e denúncias dos vereadores da oposição são uma tentativa de manchar seu nome. Eles não foram capazes de me vencer nas urnas e agora
tentam de qualquer forma me desmoralizar, disse o prefeito, reeleito na última eleição.
Segundo Fonseca, todas as denúncias dos vereadores são antigas e algumas, como o caso da Powertooll, já estão resolvidas. Quanto à Powertooll, o Tribunal de Contas determinou o pagamento de uma multa de R$ 500 por erro no processo licitatório e me isentou de qualquer culpa.
O deputado Hermes Fonseca (PT) disse que as denúncias dos vereadores são mentirosas e caluniosas e que não passam de briga política para conquistar espaço em Cornélio Procópio.
O deputado também negou que seu filho tenha sido nomeado para o cargo de procurador geral do município, mas o prefeito confirma, entretanto, que o sobrinho está trabalhando como assessor na Procuradoria Jurídica.
O parlamentar garantiu ainda que a denúncia citando um médico fantasma é vazia. Ele disse que o prefeito é médico e que teria demitido o pai do vereador Edimar Gomes Filho um dos denunciantes do Consórcio Internacional de Saúde na primeira gestão como prefeito por imperícia.


