Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP) estadual, cumpriram ontem mandados de busca e apreensão na residência de três vereadores e sete assessores da Câmara de Cascavel. Durante a ação, solicitada pela Promotoria de Proteção do Patrimônio Público, foram recolhidos diversos documentos, que servirão para instruir os inquéritos que apuram supostos casos de funcionários fantasmas e de desvio de parte de salários de servidores. O MP também pediu o afastamento dos três vereadores envolvidos: Mario Seibert (PTC), Airton Camargo (PR) e Julio Cesar Leme da Silva (PMDB).
Os promotores de Justiça que atuam na investigação não quiseram dar mais detalhes. No entanto, através da assessoria de imprensa, o MP confirmou que em quatro inquéritos ''há fortes indícios de que tal prática (funcionário fantasma) efetivamente tenha ocorrido''. De acordo com o MP, algumas medidas solicitadas tramitam sob segredo de Justiça. Ao todo estão em andamento 16 inquéritos.
Os vereadores, que não estavam na Câmara ontem à tarde, foram procurados pela reportagem da FOLHA, mas não retornaram os recados deixados no celular. A assessoria do Legislativo em Cascavel informou que foi aberto, há 15 dias, um procedimento interno para apurar denúncias de divisão de salários entre parlamentares e assessores.

mockup