A Câmara de Vereadores inicia hoje, às 9 horas, a sessão especial que votará o pedido de cassação do mandato do prefeito Antonio Izzo Filho (PPB). Ele é acusado de omissão e negligência por - segundo os vereadores da comissão processante, que o denunciam - não ter tomado providências adequadas contra as denúncias de corrupção apresentadas contra assessores de primeiro escalão.
Tudo começou em abril, quando o pecuarista José Amir Neme Mobaid, que teve um terreno desapropriado por R$ 173 mil, denunciou que o valor foi pago em dois cheques - um de R$ 73 mil e outro de R$ 100 mil - e o então procurador-geral do Município, Valdir Antonio dos Santos obrigou-o a entregar-lhe o maior, a título de garantir o pagamento de R$ 20 mil em impostos atrasados, e em vez de devolver à sua conta-conrrente os R$ 80 mil restantes, estava desviando para a conta de um cliente do seu escritório de advocacia. O episódio culminou com a exoneração do procurador, do chefe de gabinete, Antonio Belarmino, e do secretário das Finanças, Luiz Carlos de Oliveira.
O episódio gerou grave crise política e a Câmara abriu o processo de cassação. Os grupos favoráveis e contrários à cassação têm trocado acusações. O prefeito afirma ter tomado todas as providências e diz não haver provas de que tenha cometido irregularidades. No final de semana, houve passeata de ambas as facções no centro da cidade. Para a sessão de hoje, o presidente da Câmara, Luiz Carlos Valle (sem partido), pediu reforço da segurança.

mockup