Vereadores da base também apontaram erros em relatório
Apesar das declarações do prefeito Barbosa Neto (PDT), o relatório aprovado pelos outros dois vereadores - Jairo Tamura (PSB) e Tito Valle (PMDB), que são de sua base de apoio na Câmara - também relata as irregularidades, como o fato de o curso ter começado antes mesmo da licitação, de o prefeito ter participado da aula inaugural do curso e ter assinado o contrato somente 49 dias depois, de policiais militares jamais terem ouvido falar da Delmondes ou visto qualquer funcionário da empresa que recebeu R$ 303 mil para prestar o curso, mas ter gasto apenas R$ 124 mil com o contrato, e de a empresa licitada não ter sede nem funcionários.
A vereadora Lenir de Assis (PT) afirmou que o relatório foi feito por ela, com auxílio de suas assessoras de gabinete - ambas advogadas - e suporte da assessoria jurídica da Câmara. ''Além disso, a diferença entre o meu relatório e o dos outros dois vereadores é apenas o peso que foi atribuído às irregularidades, mas as irregularidades apontadas são as mesmas.''
Nas investigações do MP, retomadas após o final da CEI da Guarda, foram ouvidos quatro policiais militares que ministraram aulas no curso de formação, o ex-secretário de Defesa Social Benjamin Zanlorenci e seu assessor Wagner Trindade, ambos demitidos após as denúncias de irregularidades, e o secretário de Governo, Marco Cito, responsável pela licitação. (L.C.)





