Os parlamentares da Câmara de Vereadores de Londrina repercutiram na sessão da tarde de ontem o pedido do prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC) para que a Casa aprove até o final do mês os projetos complementares do Plano Diretor - Uso e Ocupação do Solo e Sistema Viário -, alegando que de outra forma o município perderia recursos federais do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Alguns vereadores criticaram a administração por responsabilizar a Câmara caso os projetos não sejam aprovados, e por estabelecer uma data limite, que talvez não permita que a Câmara marque audiências públicas para discutir o assunto com a sociedade.
A vereadora Sandra Graça (PP), em seu discurso, ressaltou que ''não existe nada que justifique a aprovação dos projetos sem realizar uma consulta pública''. ''Não precisamos nos desesperar. Londrina tem um Plano Diretor desde 1998. Agora, o Executivo não pode colocar no nosso colo a responsabilidade de votar esses projetos de qualquer forma'', salientou.
O vereador Tito Valle (PMDB) ressaltou que os projetos são ''importantes demais'' para serem votados ''no afogadilho'', sem antes fazer uma consulta à população. O vereador ainda criticou a cobrança de construtoras e loteadoras, que estariam ''pressionando'' a aprovação dos projetos, principalmente o de Uso e Ocupação do Solo, que trata do novo zoneamento de Londrina.
O líder do Executivo, Antenor Ribeiro (PSC), negou que o Executivo estivesse sugerindo cancelar audiências públicas. ''Os projetos estão atrasados por conta da inércia do prefeito cassado, e não desse. Essa nova administração já enviou as respostas feitas pela Câmara sobre os projetos.''
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que o prefeito pediu que o secretário municipal de Obras, Marcelo Teodoro, faça uma nova consulta ao Ministério das Cidades a respeito de recursos do PAC 2, caso os projetos do Plano Diretor não sejam aprovados até o final do mês.

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