Vereadores criticam ação contra comissionados
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terça-feira, 24 de maio de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Vereadores da base aliada do prefeito Nedson Micheleti (PT) utilizaram ontem o grande expediente da sessão ordinária para criticar a ação popular ajuizada segunda-feira pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Marcelo Urbaneja. A ação contesta a lei, aprovada em dezembro de 2004 pela Câmara, e de autoria do Executivo, que criou 24 novos cargos comissionados na administração municipal.
''A função do sindicato é defender o servidor. Podem estar entrando em uma discussão política e que pode prejudicar o servidor. O projeto era do Executivo e não da Câmara. Não deveriam repassar a responsabilidade para a Câmara'', argumentou Jamil Janene (PDT), se referindo à citação da Câmara de Vereadores e do presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), na ação popular. ''Acho que é inoportuno (o ajuizamento da ação), justo quando os ânimos estão se acalmando. Pode ser bom para ele, pessoalmente, mas para os trabalhadores não vai mudar em nada'', justificou o líder do prefeito Gláudio Renato de Lima (PT).
''A ação popular tem trâmites jurídicos que diz que tem que ser citadas todas as pessoas. É um procedimento normal e as pessoas não podem tomar isso como afronta pessoal'', afirmou Urbaneja. ''São atos diferentes. Estão confundindo a questão dos cargos comissionados com o processo de greve.''
Bancos - Os vereadores também aprovaram na sessão de ontem, em segunda e última discussão, o projeto de autoria do vereador petista que prevê que os bancos e postos de serviços bancários disponibilize cadeiras nos locais de espera dos clientes e que sejam emitidas senhas de atendimento com o horário da chegada. O objetivo é possibilitar a fiscalização sobre o cumprimento de uma lei municipal de 1998, que estipula o período máximo de espera dos clientes nas agências. Pela lei, os clientes devem ser atendidos em no máximo 15 minutos em dias de expediente normal, e até 30 minutos em vésperas de feriados ou dias de pagamento de servidores.
A Câmara aprovou também o repasse de R$ 202 mil para a Secretaria de Educação investir na construção do Planetário.


