Vereadores contratam filhos como assessores
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de fevereiro de 1997
Lucinéia Parra Sucursal de Maringá 
O orçamento da Câmara de Vereadores de Maringá deste ano é de R$ 5,5 milhões. A casa tem um gasto mensal com pagamento de vereadores, assessores, funcionários e custeio, em torno de R$ 280 mil. Só os salários dos 42 assessores e assistentes parlamentares consomem R$ 47,6 mil por mês. Os cargos foram criados em 1994 com a inauguração do novo prédio da Câmara.
Na gestão passada, dos 21 vereadores, 12 nomearam parentes para ocuparem os cargos de assessores. Este ano, o presidente da Câmara, Ulisses Maia (PTB) tentou evitar o nepotismo. Em reuniões com os vereadores, ele tentou conscientizá-los sobre o prejuízo eleitoral que a contratação de parentes poderá trazer no próximo pleito. A tentativa foi frustada. Seis vereadores acabaram nomeando filhos e mulher para ocuparem os cargos. O vereador Belino Bravin Filho (PFL) se arrependeu e semana passada decidiu exonerar a mulher do cargo de assessora.
Os vereadores Roosevelt Carneiro de Freitas (PTB), João Borri Primo (PFL) e Nilton Tuller (PSDB) nomearam os filhos como assessores. Já o vereador João Alves Corrêa (PMDB) nomeou a mulher e o irmão e a vereadora Serafina Carrilho (PSDB), preferiu a filha e o genro. O presidente da Câmara de Maringá tenta amenizar os efeitos negativos das nomeações de parentes. Segundo ele, o objetivo de acabar com o nepotismo não foi totalmente alcançado, mas já houve uma sensível mudança de costumes, se comparado com a gestão passada quando 12 vereadores nomearam parentes. Pelo menos agora, os assessores estão exercendo as funções do cargo, justifica.


