O MP também investiga denúncias de que vereadores de Curitiba estariam recebendo dinheiro de funcionários contratados como assessores. São os casos dos vereadores Paulo Frote (PSDB) e Elias Vidal (PFL). Frote chegou a ficar preso por 14 dias, em agosto, por suposto desvio de R$ 320 mil de funcionários de gabinete. Vidal é acusado de improbidade administrativa. Ele teria ficado com R$ 200 mil de funcionários contratados entre janeiro de 1997 e junho de 2003.
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), também responde a denúncias do MP. A mais recente, de junho desse ano, responsabiliza o prefeito pela contratação de pessoal sem concurso público, além da aplicação indevida de verbas públicas da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento. Os funcionários teriam sido contratados mediante acordo com a Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar).
Um dos casos mais graves envolvendo prefeitos paranaenses é a denúncia protocolada pelo MP contra o prefeito de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, Bento Benelli Chimelli (sem partido). Ele está sendo investigado por homicídio duplamente qualificado. Ele teria mandado matar um empresário com tiros à queima roupa na empresa que trabalhava. A prisão preventiva do prefeito afastado foi determinada pela Justiça Estadual, mas não foi cumprida. Chimelli está foragido. (L.P.)

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