Vereadores Célio e Sidney são liberados para fazer campanha
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de agosto de 2000
Lucilia Okamura De Londrina 
Os vereadores Célio Guergoletto (PMDB) e Sidney de Souza (PTB), candidatos à reeleição, ganharam ontem, no TRE, o direito de fazer campanha enquanto não é julgado o mérito do recurso. Eles tiveram suas candidaturas impugnadas no mês passado, pela Justiça Eleitoral de Londrina e ingressaram com um recurso em Curitiba. Como existem mais de 100 processos para serem julgados, ingressamos com uma medida cautelar incidental e conseguimos o efeito suspensivo, explicou o advogado dos dois vereadores, Ronaldo Neves. Com este despacho, os dois vereadores estão liberados para fazer suas campanhas enquanto o recurso não é julgado, o que deve ocorrer somente no final do mês.
Guergoletto soube da novidade ontem à tarde e disse que tentaria recuperar os 20 dias perdidos. Estava me sentindo como se estivesse em uma prisão, sem poder fazer nada, comparou. Ele explicou que 30% do seu material de propaganda, como santinhos, já estavam prontos e agora serão retirados da gráfica. Vou reunir o pessoal de apoio e começar a fazer reuniões noturnas e também aparecer no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, relatou.
Guergoletto criticou a postura de alguns adversários que estariam espalhando que ele estaria cassado e, por isso, não estaria concorrendo a uma das vagas do Legislativo. Mas como meu nome é conhecido, vou reverter isso, aposta.
Neves disse estar confiante que o TRE despachará favoravelmente ao recurso dos vereadores. Eles tiveram suas candidaturas impugnadas pelo juiz José Cichocki Neto, sob o argumento que não se desincompatibilizaram seis meses antes do pleito do Conselho de Administração da antiga Comurb (hoje CMTU).
O advogado argumentou no recurso, que a decisão em primeira instância é nula. Isso porque o juiz não ouviu o Ministério Público antes de despachar. Ele relatou também que os vereadores não teriam a necessidade de se desincompatibilizarem. Mas se isso fosse preciso, o prazo, afirma, seria de três meses. Outro vereador que teve a candidatura impugnada, Beto Scaff (PSDB), também tentou, mas não conseguiu ser liberado para fazer campanha.


