Pelo menos dez vereadores teriam ''boicotado'' uma reunião convocada na manhã de ontem pelo prefeito Barbosa Neto (PDT). Conforme a reportagem apurou, 17 dos 19 vereadores teriam sido convidados mas somente seis participaram da reunião. O convite, a apenas duas sessões para o recesso legislativo, foi feito inclusive pelo próprio prefeito.
Este foi o primeiro convite oficial para uma reunião no gabinete do pedetista. Mas as dúvidas dos parlamentares eram muitas, já que o assunto não foi apresentado com antecedência. ''Houve um convite, numa atitude até elegante por parte dele. Não pude comparecer. Sou médico e estou de plantão. Acredito que talvez o assunto possa ter sido a respeito do aumento do IPTU, porque é o assunto mais polêmico em pauta neste fim de ano'', disse Marcelo Belinati (PP). No horário da reunião, o secretário Municipal de Fazenda, Denilson Novaes, disse apenas que estava à disposição para a reunião.
''Fiquei sabendo que nem todos (vereadores) foram chamados, nem sei qual a razão. Então estive reunido com membros da bancada e outro grupo (de parlamentares). Ficou acordado que não iríamos'', confirmou Gérson Araújo (PSDB).
O vice-presidente da Câmara, Jairo Tamura (PSB), não confirmou presença neste ''grupo''. Ele também não foi ao encontro com o prefeito por ter assumido outro ''compromisso''. ''Toda conversa sobre a cidade é importante, mas não pode ser às escondidas'', disse.
Sandra Graça (PP) também foi chamada, mas não pode comparecer. Joel Garcia (PDT) não confirmou o convite. O presidente da Câmara, Padre Roque (PTB), também não teria sido convidado.
Apenas seis parlamentares estiveram no gabinete: Rony Alves (PTB), Roberto Fortini (PTC), Sebastião Raimundo da Silva (PDT), Zaqueu Berbel (PRP), Roberto Fú (PDT) e Ivo de Bassi (PTN).
''Não foi fechado nada, não houve coalização de bloco algum para aprovação do projeto do IPTU. Ele apenas agradeceu pelo apoio dado até então'', revelou Bassi.
''A nossa conversa foi de confraternização, união da classe. Não falamos nada com relação ao projeto (do IPTU)'', afirmou Berbel. ''Foi uma interação entre Executivo e Legislativo, nada mais'', concluiu Fortini.
A reportagem tentou contato com o Núcleo de Comunicação da Prefeitura, mas não obteve êxito.

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