Vereadores avaliam prejuízo político trazido pela Comissão Processante
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domingo, 16 de setembro de 2018
Vitor Struck <br> Reportagem Local 

Já do lado de fora do plenário depois do arquivamento da denúncia de quebra de decoro parlamentar os vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi foram questionados sobre o desgaste político trazido pela investigação da Comissão Processante, proposta em janeiro e criada em abril. Rony Alves (PTB) disparou contra o Ministério Público ao afirmar que há uma "inversão da lógica Constitucional" ao "acusá-lo sem provas" e o obrigá-lo a provar sua inocência.
"Há um prejuízo político evidentemente muito grande e de certa forma uma irresponsabilidade quando se vem a público dizer que, com todo o respeito e sem falsa modéstia, um vereador do meu calibre, o estilo de vereador que eu sempre fui nesta Casa, ser chamado pelo Ministério Público de 'líder de uma facção criminosa', ser chamado de 'líder da distribuição de propina dentro da Casa', sem que o MP nunca investigou nada", afirma.
O vereador, que assim como Mário Takahashi (PV), continua afastado judicialmente até janeiro, questionou a Operação ZR3, deflagrada em janeiro.
"O MP fez tudo o que fez e só passou a ouvir as pessoas a partir do dia 1ª de fevereiro. Se o MP tivesse tido a cautela de ouvir as pessoas antes eu tenho convicção plena de que eles não teriam feito o que fizeram. Portanto é de se dizer que houve sim um prejuízo político muito grande, mas isso tudo devagar nós vamos conseguir reverter porque há muitas pessoas em Londrina que conhecem a nossa vida pública muito antes da Câmara de Londrina e sempre pautamos por um estilo de vida que não nos envergonhasse", afirma Rony.
Já Mário Takahashi disse que estava aliviado e lembrou das próximas batalhas que a Operação vai trazer na Justiça. Por enquanto a operação está em fase de instrução processual e as audiências estão marcadas para outubro. O vereador também considerou o prejuízo político muito grande já que trouxe "um lapso" na sua carreira pública. Takahashi seria candidato ao cargo de deputado federal nas eleições deste ano.
"Eu optei por retirar a minha candidatura, esperar vencer todas estas etapas para repensar no que deve ser feito ou não a partir de então, mas obviamente a perda política é muito grande porque no final de 2017 saiu uma pesquisa na região apontando que eu estava em terceiro lugar aqui na cidade de Londrina e coincidentemente logo no começo do ano eleitoral estoura estas questões que envolvem casos de 2013, então tudo isso prejudica politicamente", afirma.
Questionado sobre qual a mensagem que a Câmara envia para a sociedade de Londrina com este resultado, o presidente da Comissão Processante, o vereador José Roque Neto (PR), ponderou.
"A própria sociedade faz uma certa pressão porque nós sofremos de norte a sul do Brasil questões de corrupção, desvios, e a sociedade quer marcar a sua pressão e tem todo o direito, por isso vimos pessoas defendendo e outras contra. Creio que estamos dentro desse procedimento democrático e ai temos a nossa votação com cada vereador tendo o seu entendimento, se está certo ou não, não convêm a mim dizer quem errou ou acertou, estamos na democracia", afirma Roque.
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