Um projeto de resolução aprovado na sessão extraordinária de ontem da Câmara de Vereadores de Londrina aumentou em cerca de R$ 2,5 mil a verba de gabinete de cada um dos 18 vereadores da legislatura 2005/2008. O reajuste fará com que o erário municipal arque com uma majoração nos gastos de quase R$ 600 mil por ano, quase o dobro do que seria economizado com o pagamento dos salários e das verbas de gabinete das três vagas de vereador extintas por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os três gabinetes extintos consumiriam R$ 373,7 mil por ano. A resolução do TSE não estabelece a redução do percentual do repasse para as câmaras de vereadores que tiveram vagas extintas.
O projeto, assinado por Flávio Vedoato (PSC), João Dib Abussafi (PMDB), Sidney de Souza (PTB), Carlos Bordin (PP), Osvaldo Bergamin (PMDB), Leonilso Jaqueta (PMDB), Renato Araújo (PP), Rubens Canizares (PHS), Sandra Graça (PDT), Jamil Janene (PDT), e Beto Scaff (PFL), foi aprovado por unanimidade dos presentes. Faltaram à sessão, Tercílio Turini (PSDB), Hélio Cardoso (PL) e Sandra Graça. Dos 11 autores do projeto, cinco não farão parte da próxima legislatura.
Conforme o projeto, cada vereador terá direito, a partir de janeiro, a no mínimo três e máximo cinco assessores, a um custo de cerca de R$ 6,8 mil. Hoje, os vereadores têm entre dois e cinco assessores a R$ 4,3 mil.
''Onze vereadores provocaram a Mesa para colocar o projeto em votação. Não queria discutir isso em sessão extraordinária, mas tive que aceitar porque é a maioria absoluta'', justificou Bonilha, que votou favoravelmente ao projeto. ''Já havíamos conversado sobre a necessidade de ampliarmos o número de assessores, mas não tínhamos condições para isso antes'', disse Bonilha, se referindo à ''folga'' no percentual de gastos com a folha de pagamentos gerada pela extinção de três vagas de vereador.
''Estamos ampliando (o número de assessores) para qualificar o atendimento à população. Acho que foi um retrocesso a redução do número de vereadores. A cidade é a mesma, as carências são as mesmas e precisamos nos qualificar. A população quer ser bem atendida. Toda vez somos procurados no gabinete para resolver problemas que não são da nossa competência, e acabamos tendo que ter assessoria para poder ajudar'', complementou o presidente da Casa, ao exemplificar a necessidade de contratação de um assessor jurídico para o gabinete para atendimento da população. Quando questionado se isso não seria assistencialismo com recursos do município, Bonilha respondeu: ''O vereador não precisa de assessoria jurídica só para atender a população, mas para sua própria demanda.''
Vedoato, justificou o projeto afirmando que a Câmara não utiliza o total de 5% do orçamento do município. ''Nós nunca usamos o total do repasse'', disse.

mockup