Na ponta do lápis, uma economia de R$ 40.729,70. Esse é o valor total que a Câmara de Vereadores de Londrina vai economizar com a redução de três cadeiras determinada em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ano passado. Graças ao projeto de resolução votado em regime de urgência, ontem ao fim do dia, o Legislativo poderá gastar uma verba anual de representação de R$ 532.678,30 na contratação de até cinco assessores por gabinete. A redução de 21 para 18 vereadores havia cortado R$ 573.408 nas despesas.
Proposto ontem pela Mesa Executiva, o projeto revoga a resolução nº 61, de 17 de dezembro passado, que tratava do mesmo assunto, agora com a justificativa de estar de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na época, a medida havia sido declarada nula após parecer da Procuradoria Jurídica da Casa, a qual frisara que, pela LRF, até 180 dias do fim do mandato não podia ser feito nenhum acréscimo com pagamento de pessoal. Se for aprovado na sessão de amanhã em segunda e última discussão, o projeto eleva a verba de gabinete em Londrina de R$ 4,3 mil para R$ 6,8 mil. No gabinete da Presidência, o valor antigo de R$ 10,3 mil sobe para R$ 13,8 mil.
Ao todo, 11 vereadores votaram favoravelmente, contra sete que se posicionaram contrários ao reajuste. ''Só espero que quem foi contra depois não utilize esse recurso'', avisou o presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL). Questionado sobre o impacto que esses gastos vão gerar na economia oriunda do corte de três cadeiras, Bonilha minimizou: ''Pode-se utilizar até R$ 6,8 mil, se sobrar algo, volta para o caixa da Câmara''. E a Câmara de Londrina tem estrutura para comportar mais três assessores por gabinete? ''Sim, porque dois vão atuar na rua, com a população''.
Contrário ao projeto, o vereador Tercílio Turini (PSDB) garantiu que vai continuar usando os R$ 4,3 mil mensais. ''É inoportuno discutir isso agora, logo após as eleições. Desgasta o Legislativo perante a comunidade'', considerou.

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