O plenário da CML (Câmara Municipal de Londrina) aprovou por unanimidade, na sessão desta quinta-feira (12), os projetos de lei que aplicam reajuste de 4,3%, referente à inflação acumulada de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, aos salários dos servidores municipais e do Legislativo londrinense.

O PL 92/2026, enviado pelo Executivo, exclui prefeito, vice-prefeito e secretários municipais da recomposição inflacionária. Considerando os servidores ativos e inativos, o impacto orçamentário-financeiro da medida é de R$ 84,7 milhões.

Para o presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina), Fábio Molin, a recomposição inflacionária é uma política importante para o funcionalismo e para economia local.

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“É um projeto que vem com impacto de R$ 84 milhões, e esse recurso vai ser injetado na cidade. Em sua grande maioria, vai entrar no comércio. O servidor tendo essa recomposição, é o mínimo que cada trabalhador tem que ter. É importantíssimo conseguirmos avançar nessa pauta, que é a principal do sindicato”, disse.

Também foi aprovado o PL 93/2026, que aplica o mesmo percentual de correção aos salários dos servidores da Câmara de Londrina. O texto foi apresentado após a primeira tentativa de reajuste, que incluía os vereadores, ser arquivada pela Mesa Executiva. Para o Legislativo, o impacto orçamentário-financeiro é estimado em R$ 2,5 milhões.

“Hoje aprovamos o projeto em primeira discussão. Essa reposição é de 4,3% ao servidor e é uma maneira de garantir o poder de compra do servidor. Tenho certeza de que quem ganha com isso é a sociedade. Vamos ter servidores eficientes e pró-ativos, e a nossa gestão desde o início focou nessa valorização”, disse o presidente da CML, vereador Emanoel (Republicanos).

Os projetos retornam ao plenário para votação em segundo turno na próxima terça-feira (17). Com a sanção dos PLs, a recomposição deverá ser paga nos salários de março, retroagindo a fevereiro, que é a data-base do funcionalismo.

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