Vereadores afastados falam em falta de provas e perseguição política
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de abril de 2018
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 

O vereador afastado Rony Alves disse acreditar que a convocação do Ministério Público a vereadores antes da sessão teria influenciado no resultado da votação para abertura da Comissão Processante. "Tenho certeza que houve uma pressão psicológica", mesmo alegando que nunca conversou com outros vereadores antes da votação que decidiu pela abertura da investigação da Casa.
Alves argumentou que não há provas contra ele e que as pessoas ouvidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação ZR-3 negam seu envolvimento no suposto esquema. "Nunca tivemos envolvimento com nada dessas ilações que o Ministério Público trouxe. Isso já está claro e comprovado com a quebra do nosso sigilo fiscal e bancário." Alves disse estar tranquilo quanto à investigação na Câmara. "Quando eles fizerem essa leitura irão verificar que não há provas que possam nos incriminar."

Mario Takahashi argumentou perseguição política e alegou também inexistência de provas. "Eu acho que a Comissão foi aberta naquele intuito político de investigar. Eu fiquei um ano com telefone grampeado. Não conheço a maioria dos envolvidos e não existe nenhuma prova." Takahashi alega que o fato de ter lançado a pré-candidatura a deputado federal teria influenciado numa suposta perseguição política. "Londrina tenta minar novas lideranças. Nós vimos nas galerias militantes políticos. Nada me tira isso. Fizeram até adesivos para minar nossa imagem política, mas nós vamos aguardar a decisão da comissão."
DEFESAS
A defesa de Takahashi não quis adiantar o caminho da defesa na Câmara. Já o advogado Mauricio Carneiro, que atua na defesa de Alves, informou que irá contestar na Justiça a votação desta terça-feira. Ele considera que os vereadores Douglas Pereira (PTB), o Tio Douglas, e Valdir dos Metalúrgicos (SD) que foram convocados como suplentes não poderiam ter votado. "Está na lei, se você votou e é parte interessada, se torna nulo o processo", afirmou.


