Agência Estado
De São Paulo
A abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito Celso Pitta (PTN) corre o risco de ser rejeitada na Câmara Municipal. Ontem, líderes de partidos que já haviam se posicionado favoráveis à abertura do processo de cassação de Pitta admitiram recuo. ‘‘Tudo vai depender das apurações realizadas pela comissão especial’’, disse o líder do PMDB, Jooji Hato. Ele referiu-se à formação da comissão especial que analisará o parecer entregue pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A comissão especial é o primeiro passo para abertura do processo. Formada por sete vereadores escolhidos de acordo com a proporcionalidade de cada partido na Câmara, a comissão tem dez dias para emitir um parecer favorável ou não ao prosseguimento das investigações. Para qualquer uma das hipóteses são necessários quatro votos dos sete membros da comissão.
Segundo a Assessoria Técnica da Mesa, se o processo for arquivado pela comissão especial ele é encerrado. Caso o parecer seja favorável, ele será submetido a plenário. Para a abertura de uma comissão processante, são necessários 33 votos.
‘‘A comissão especial irá analisar se a denúncia é admissível ou não’’, afirmou Jooji Hato. Segundo ele, isso não significa um recuo do partido. ‘‘Somos favoráveis a qualquer investigação, mas isso precisa ser estudado’’, disse Hato.
Opinião semelhante tem o líder do PTB, José Amorim. ‘‘Fica difícil dizer se o partido irá acatar a denúncia ou não’’, disse. ‘‘A abertura do processo depende do parecer da comissão’’, afirmou.
Ontem, quatro partidos indicaram seus membros para a comissão especial: Ivo Morganti (PMDB), Gilson Barreto (PSDB), Arselino Tatto (PT) e Cármino Pepe (PL). O PPB, que tem direito a duas vagas, e o PTB ainda não indicaram seus representantes.
Para a oposição, a abertura do processo de impeachment pode ser barrada por uma estratégia governista. Para o líder do PT, José Eduardo Martins Cardozo (PT), o fato de dois partidos governistas não terem indicado seus representantes para a comissão especial é uma tática para que a situação ganhe tempo. ‘‘Quando o prefeito tem interesse em algum projeto eles decidem rapidamente’’, atacou.
O líder do PL, Mohamad Mourad, disse que os vereadores do partido devem votar pela abertura do processo. ‘‘É um momento complicado, mas os vereadores já se declararam favoráveis à abertura do processo.’’

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