Vereadores acusados de dividir salários serão ouvidos por CPI
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quinta-feira, 05 de junho de 2003
Sid SauerEquipe da Folha 
Campo Mourão - A CPI instalada na Câmara de Campo Mourão para apurar a denúncia de que vereadores estariam ficando com parte do salário de seus assessores vai ouvir mais dois parlamentares na segunda-feira. A comissão decidiu convocar Edoel Rocha (PMDB) e Luiz Gustavo Gurgel (PDT) porque eles foram citados em depoimentos de vários assessores e ex-assessores. Os dois vereadores negam a acusação.
O primeiro a citar os nomes de Rocha e Gurgel foi o vereador Isidoro Moraes (PMDB), o que causou imediata reação dos acusados. ''Ele (Isidoro) deveria apresentar projetos que beneficiem a população ao invés de ficar caluniando os outros'', disparou Rocha. Para Gurgel, a afirmação de Moraes foi ''absurda''. Apesar da acuações, ninguém apresentou provas. As declarações são apenas de que haviam ''boatos'' a respeito.
A primeira vereadora acusada, Maria Verci Ribeiro (PSL), já prestou depoimento e negou que se apropriasse do salário da assessora. Tanto a ex-assessora dela, Ana Alice Machado Tonolo, como a atual, Fabiana Tavares Bassi, também negaram a divisão salarial. As duas são noras de Maria Verci.
O assessor do PV, Jair Elias dos Santos Júnior, no entanto, disse à CPI que Fabiana contou a ele que dividia o salário com a vereadora. Moraes disse o mesmo sobre Ana Alice. ''Se disse alguma coisa, retiro tudo'', afirmou Ana Alice em depoimento. Dois assessores e dois ex-assessores de Rocha e de Gurgel também já depuseram e negaram as acusações.
Os depoimentos à CPI têm levado um bom público à Câmara de Vereadores e obrigado a presença da Polícia Militar. O clima entre os vereadores é tenso. ''Pelo jeito de falar, pelo olhar das pessoas, dá para ver que tem muita gente mentindo ao dizer que não sabe de nada'', lamentou o vereador Luiz Carlos Kehl (PFL), cuja assessora é sua mulher.


