Vereadora Sandra Graça (PP)
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
Nome completo: Sandra Lucia Graça Recco.
Nome de urna: Sandra Graça.
Idade: 52 anos.
Cidade natal: São Paulo (SP).
Profissão: Bancária.
Estado civil: Viúva.
Filhos: Danielle (31 anos), Emanoelle (26) e Luís (24).
Já pertenceu a quais partidos?
Ao PDT, PSB e PTB. Hoje está filiada ao Partido Progressista (PP).
Coligação nas eleições de outubro:
Um Novo Caminho Para Londrina (PRB, PP e PR).
Eleita com quantos votos?
3.002 votos.
Já concorreu em quais eleições?
Em 1998 para deputada estadual (não eleita).
Em 2000 para vereadora (eleita).
Em 2004 para vereadora (eleita).
Em 2008 para vereadora (eleita).
Em qual região obteve mais votos?
Centro.
Mora em qual bairro?
Lago Parque.
A senhora se considera representante de algum segmento da sociedade?
Eu tenho alguns trabalhos focados, mas tenho uma atuação bastante
ampliada. Não tenho um segmento que represento especificamente, estou à disposição para toda e qualquer demanda.
Valor total do seu patrimônio pessoal declarado à Justiça Eleitoral:
R$ 511.818,75.
No patrimônio pessoal, existem empresas?
Não.
Quanto gastou na campanha eleitoral?
R$ 56.495,33.
Quem foram seus doadores?
Direção estadual: R$ 30.000,00.
Direção municipal: R$ 2.005,00.
Recursos próprios: R$ 21.630,33.
Pessoas físicas: R$ 2.860,00.
Por que quis ser vereadora?
Porque acredito na política como instrumento de servir ao próximo. A política é poder e quando você executa ela com o fim pela qual ela foi criada, você gera benefício para o próximo. Então eu acredito muito na política como instrumento de poder e de ser a voz e a vez daqueles, principalmente, que não têm acesso fácil ao serviço público. Por acreditar na política.
Qual é a função do vereador?
Primeiro ser o porta voz do cidadão. Nós estamos ali para representar as demandas que vem, para acompanhar o serviço público, para fiscalizar a aplicação do serviço público, para fazer acontecer aquilo que normalmente o cidadão comum não consegue. Para mim esse é o papel do vereador.
Já pensa em apresentar algum projeto de lei? Qual?
Eu não tenho essa preocupação em protocolar projetos de lei, tenho mais (preocupação) em atuar sistematicamente no acompanhamento das metas já estabelecidas. Tenho sim uma vontade muito grande que Londrina tenha uma lei um pouco mais definida com relação às nossas áreas públicas. Porque há aquele discurso fácil que construir prédios gera emprego, trazer empresas gera emprego. Ótimo, precisamos construir prédios, trazer empresas, mas junto com isso precisamos pensar em uma cidade autossustentável, com qualidade de vida.
Oposição ou situação ao prefeito eleito, Alexandre Kireeff (PSD)?
Continuo com a mesma forma de atuação. Todos os projetos que forem bons para a cidade de Londrina, a gestão Alexandre Kireeff terá meu apoio. Não farei, como não fiz até hoje, a oposição burra. Porque para mim, a oposição a uma administração que tem boas propostas, não tem fundamento. Então eu estou aberta a todo o qualquer projeto que gere o bem comum, como estarei resistente a toda proposta obscura.
Se tivesse que se posicionar politicamente entre político de esquerda, de centro e de direita, onde a senhora estaria? E seu partido político?
Estaria no centro. No meu partido, a gente tem discussões, mas ele não impõe posições. Eu sempre tive muita liberdade, tanto que eu e o Marcelo Belinati, que formávamos a bancada do PP, em muitos momentos tivemos divergências na maneira de votar. Então sempre tive liberdade. E penso que se não fosse assim eu não permaneceria. Gosto muito de me pautar em dados e fatos.
O que pensa sobre o valor do salário do vereador?
Uma das atribuições do vereador é fixar a remuneração do vereador da próxima legislatura. O que aconteceu nos últimos doze anos em Londrina: Nós não tivemos nenhuma recomposição da remuneração do vereador e isso aconteceu o ano passado. Por isso que deu esse salto imenso e causou até alguns constrangimentos para a sociedade como um todo que desconhecia esse processo. Então eu penso que remunerar um político é hoje uma regra estabelecida dentro da própria Lei Orgânica do Município. Acho que o que temos que nos preocupar, mais do que a remuneração, é na qualidade do trabalho que esse político tem prestado para a sociedade. Porque muitas vezes as pessoas acham que o político não tem vida, não tem profissão. Eu, por exemplo, quando decidi entrar na vida pública, era gerente geral de banco. Interrompi uma ascensão profissional que, com certeza, teria um aumento financeiro, por opção. Por acreditar na política. Mas para que você toque sua vida, a política te traz despesas elevadas. A comunidade não conhece, por exemplo, que nós pagamos formulários na Câmara, que os móveis que estão no meu gabinete fui eu que coloquei, a trituradora de papel fui eu que comprei, o fax que se utiliza, eu que comprei. O combustível, o carro que você usa para andar pela cidade é o meu carro, que tem desgaste. A conta telefônica da minha assessora sou eu que pago. Então a remuneração de um vereador é para que ele possa exercer sua atividade e, lógico, que tenha com isso uma tranquilidade para exercer sua vida comum.
O que pensa sobre aumentar os salários do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais?
Do prefeito nós temos um problema sério, porque o aumento do salário do prefeito está vinculado à remuneração do servidor público municipal, do teto do servidor público. Temos vários servidores esperando que nós façamos isso, para que eles possam se aposentar no teto máximo. Então temos um impeditivo sobre a remuneração do salário do prefeito, embora eu concorde que ele deveria ser também majorado. Não tenho nenhuma dificuldade de votar se o projeto da nova remuneração dos secretários municipais entrasse em pauta, não o fizemos porque o prefeito eleito falou que não precisa. Mas eu penso também que bons secretários merecem boa remuneração para que essa seja a única fonte de renda. Que não busque subterfúgios para recompor sua renda de forma imoral, sem ética e sem respeito.
Responde a algum processo na Justiça?
Sim.
Nota da reportagem: Há uma ação por improbidade administrativa, ingressada pelo Ministério público em 2010 na 11 Vara Cível de Londrina (antiga 1 Vara da Fazenda Pública). Os promotores de Defesa do Patrimônio Público defendem que a vereadora manteve um assessor ''fantasma'' em seu gabinete em um período da 14º legislatura (2005/2008). Ainda não há decisão. Também há uma ação popular, tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no nome dos 21 vereadores da 13º legislatura de Londrina, incluindo Sandra Graça, em relação a ilegalidade na manutenção dos salários dos parlamentares. Há uma decisão, do ministro relator do caso, Napoleão Maia Nunes Filho, favorável aos vereadores.
Como o cidadão londrinense poderá entrar em contato com a senhora?
Telefone celular, e-mail, Facebook. Eu não faço plantão dentro do prédio da Câmara, é raro você me encontrar sentada no gabinete. Nos dias de sessão, participo ativamente das discussões. As poucas vezes que eu me ausentei a imprensa até noticiou porque é raro eu me ausentar, a não ser que seja um compromisso público. Gosto muito de atuar nas comunidades, nas reuniões.
Endereços na internet:
Rede social: www.facebook.com/sandragraça
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