Vereadora é condenada por ''isentar'' IPTU
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quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
A vereadora Leonilda Quadri Risso (PPB), a Léo, candidata à reeleição em Cascavel, foi condenada ontem à pena de prisão, por crime eleitoral ocorrido em 1996. O motivo é que ela teria simulado isenções em carnês de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para eleitores. A sentença foi proferida pela juíza da 184ª Zona Eleitoral, Noeli Reback, que, considerando o fato de Léo ser primária, transformou a pena prevista pela lei (1 ano e 6 meses de prisão) em prestação de serviços comunitários.
A vereadora foi condenada porque teria apanhado carnês de IPTU de eleitores e simulado sua quitação, usando carimbo falso da prefeitura, durante o período eleitoral de 1996. A fraude foi descoberta quando alguns contribuintes foram à prefeitura conferir as quitações. A Rádio Colméia recebeu denúncias de pelo menos dez pessoas, juntou provas materiais e encaminhou tudo ao Ministério Público, contribuindo para o processo.
A vereadora, que diz ajudar permanentemente pessoas humildes e tenta o terceiro mandato, terá que prestar serviços a entidades assistenciais oito horas por semana durante dois anos. Além disso, terá de pagar multa de R$ 1 mil, que serão destinados às entidades.
Léo poderá apresentar recurso contra a sentença junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no prazo de 10 dias. E só depois é que entrará em discussão a possibilidade de sua candidatura à reeleição ser cassada, porque os fatos não se referem a esta eleição. Ela se julga vítima de perseguição política e afirma que recorrerá da sentença.


