Vereadora defende protesto e apoio financeiro a manifestantes no TG
Jessicão (PP) nega que procurou empresários, mas estimula ajuda para continuidade de movimento que pede anulação do processo eleitoral
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de novembro de 2022
Jessicão (PP) nega que procurou empresários, mas estimula ajuda para continuidade de movimento que pede anulação do processo eleitoral
Rafael Fantin/ Especial para a FOLHA 

Apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PL), a vereadora Jessicão (PP) tem usado o plenário da Câmara Municipal de Londrina para defender as manifestações que contestam o resultado das eleições democráticas no Brasil. Além disso, ela confirmou que tem participado dos protestos, seja nas rodovias com caminhoneiros, ou no Tiro de Guerra, onde um acampamento foi formado e faixas exibidas com pedidos de “intervenção federal” e “SOS Forças Armadas”, o que é considerado ilegal pela Constituição.
Questionada pela FOLHA, a bolsonarista defendeu a legalidade dos atos. “Se as pessoas não concordam com o processo eleitoral e acham que teve um problema, é de todo valor que elas saíam às ruas para manifestação”, respondeu.
Sobre a presença nos atos, a parlamentar caiu em contradição e, inicialmente, disse que acompanhava o protesto no Tiro de Guerra de “uma forma até distante” pelas redes sociais e por informações de amigos acampados no local, mas voltou atrás depois que a reportagem disse que apurou informações sobre a presença da parlamentar nas manifestações e pedidos de colaboração por parte dos manifestantes.
Jessicão confirmou que foi “algumas vezes” aos protestos e lamentou que não pode patrocinar os atos por conta do cargo público que ocupa. “Não posso ajudar financeiramente, mas gostaria. Me sinto presa e impotente no cargo de vereadora, pois considero a manifestação legítima. Mas, não consegui. Fui algumas vezes, passei no Tiro de Guerra, passei nos caminhoneiros como cidadã, que também se sente injustiçada e não acha que o processo eleitoral foi justo. Mas estive, sim, nas manifestações, mas não acampei por horas e horas ali, pois tenho que continuar dando sequência ao meu trabalho como vereadora”, declarou.
Inquirida se pediu a integrantes do setor empresarial apoio financeiro aos manifestantes, ela negou, mas afirmou que tem conversado com pessoas sobre como ajudar o movimento. “Não cheguei a pedir apoio para nenhum empresário. O que temos conversado com as pessoas é que é legítimo. Se eles devem ajudar, eu digo que sim. Pois, se não concordam com a política de esquerda, apoiando um presidente eleito de forma manipulada, eu acho que as pessoas têm que ajudar sim”, respondeu a parlamentar, que ainda acrescentou que também não considera ilegal o apoio de empresários ao movimento.
“Não concordo que seja ilegal porque a gente já viu que o pleito eleitoral foi totalmente injusto. Quando você vê o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tendo lado nesta competição com ‘puxação de saco’ para esquerda. Então, o processo eleitoral tem que ser restabelecido com respeito às regras do jogo.”
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A vereadora aguarda a manifestação do Ministério da Defesa sobre o acompanhamento da apuração dos votos nas urnas eletrônicas, prevista para esta quarta-feira (9). “Tendo as provas que as urnas foram manipuladas, nós vamos pedir uma nova eleição”, disse Jessicão, que não acredita no fim do movimento mesmo se nenhuma fraude for apresentada e aposta na continuidade das manifestações após Lula assumir a presidência em 1º de janeiro.
TRANSPORTE
Dois pedidos de informação sobre aportes financeiros no transporte coletivo de Londrina, de autoria da vereadora Mara Boca Aberta (Pros), foram aprovados na sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira (8).
No primeiro, ela requer informações da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) sobre o cumprimento da lei municipal nº 13.340/2022, que subsidia a passagem de ônibus e garante isenções para determinados grupos. No outro pedido, Mara pede informações sobre o processo protocolado no Ministério do Desenvolvimento Regional para recebimento de aporte financeiro no valor de R$ 12.067.687,14, para custeio da gratuidade do transporte público para idosos.
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