Questionada sobre o ''Varal da Vergonha'' instalado ao lado da entrada principal do prédio do Legislativo, a presidente da Comissão de Ética da Casa, vereadora Sandra Graça (PP), defendeu que os colegas busquem ''sempre a melhoria contínua'' do poder outorgado pelo eleitor. Nesse sentido, a parlamentar citou o conteúdo de um requerimento apresentado por ela à Mesa Executiva, anteontem, para que sejam ''normatizados os procedimentos em relação aos funcionários comissionados a partir de 1º de janeiro de 2010''. ''De forma extensiva ao que já é praticado, por exemplo, com os funcionários efetivos.''
Entre as normas defendidas, ela citou medidas como a do cartão-ponto aos funcionários em comissão - a qual, segundo a FOLHA apurou, encontrou divergência entre vereadores que questionaram se seriam pagas horas-extras àqueles que ficassem, por exemplo, até mais tarde em dias de sessões prolongadas. Além disso, o orçamento da Casa para o ano que vem sofreu redução.
''Nossos assessores são constantemente colocados em xeque, e temos aqui excelentes profissionais. O que falta é normatização, é gerenciamento dessas funcções aqui'', disse. Se o pedido protocolado esta semana tem relação com o depoimento prtestado por ela, semana passada, no Gaeco, sobre seu ex-assessor Salvador Kanehisa - investigado, por exemplo, por supostamente ter se ausentado em viagem ao Japão, por quase um mês, sem férias, mas recebendo salário -, a parlamentar resumiu: ''Prestei todas as informações, de todas as minhas atividades'', disse.
O presidente da Câmara, José Roque Neto (PTB), afirmou que ''o Tribunal de Contas do Paraná não fala que comissionado tem de registrar ponto''. ''Não posso ficar na porta de cada gabinete fiscalizando, mas cada vereador é responsável por seus assessores.'' (J.G.)

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