A vereadora de Ponta Grossa Ana Maria Branco de Holleben (PT), denunciada pelo Ministério Público (MP) do Paraná este mês porque teria simulado o próprio sequestro dia 1º de janeiro, será ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores do município na tarde de hoje. Segundo o presidente da CPI, vereador George Luiz de Oliveira (PMN), o objetivo é esclarecer o motivo da vereadora ter ''sumido'' no dia 1º após a posse dos vereadores, quando ela deveria ir para a Câmara, onde haveria a votação da presidência da Casa.
Segundo o que sustenta o MP na denúncia, Ana Maria não queria votar em nenhum dos dois candidatos à presidência, e por isso forjou o próprio sequestro quando estava a caminho da Câmara. Três pessoas que estavam com a vereadora na noite do suposto sequestro já foram ouvidas pela CPI nos últimos dias - todos também foram denunciados pelo MP por falsa comunicação de crime - Adauto Valverde da Silva, Reginaldo da Silva Nascimento e Idalécio Valverde da Silva.
''Todos os depoimentos tiveram divergências, mas deu a entender que ela quis mesmo desaparecer para não ter que votar em nenhum dos grupos que queria a presidência e todo o restante fugiu do controle'', explicou o presidente da CPI. ''O que queremos dela é só esclarecer o que realmente aconteceu, mas a motivação política do ato, pelo menos na minha avaliação, está clara'', ressaltou. A vereadora Ana Maria estava em Curitiba, ontem, e não foi localizada pela reportagem.
A vereadora será ouvida por volta das 14 horas no plenário da Câmara de Vereadores. A CPI tem até dia 18 de maio para concluir o relatório final, que pode pedir a cassação do mandato da vereadora ou encaminhamento para Corregedoria, para que outra sanção seja aplicada. Todos os encaminhamentos devem passar por aprovação do plenário.

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