A vereadora de Ponta Grossa que teria forjado o próprio sequestro dia 1º de janeiro, Ana Maria Branco de Holleben (PT), negou na tarde de ontem em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores do município que houve motivação política em seu ''desaparecimento'' na votação da presidência da Casa. Segundo o presidente da CPI, vereador George Luiz de Oliveira (PMN), a vereadora somente ''reiterou'' o que disse à polícia.
O depoimento à CPI, que durou quase duas horas, foi feito em tom de ''desabafo'', segundo o presidente da comissão. ''Ela teve tempo, liberdade para falar, e reiterou que sofre de transtornos psicológicos, que no dia da posse ela saiu para dar uma volta e não lembra mais o que aconteceu.''
O MP sustenta na denúncia que Ana Maria tinha assumido compromisso de votar no vereador Paulo Cenoura (PSC), mas mudou de ideia e então teria forjado o próprio sequestro ''para poder se ausentar (da votação) sem se prejudicar politicamente''. ''Quando foi questionada sobre isso no depoimento ela falou que ia votar no Cenoura mesmo, mas que teve o problema psicológico e por isso não foi na votação. Ela negou a motivação política'', finalizou o vereador. O relatório final da CPI deve ser apresentado dia 18 de maio.
A vereadora não foi localizada pela reportagem para comentar o assunto.

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