Vereadora de Icaraíma pode ter mandato cassado
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
Vânia Moreira<br>Equipe da Folha 
Icaraíma A funcionária pública e vereadora Marlene Trovo (PPS), de Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama), foi exonerada do cargo de presidente do Fundo de Aposentadorias e Pensões (FAP) dos servidores municipais e pode ser demitida ainda esta semana. Marlene é acusada de desviar dinheiro do FAP, que presidia desde o final de 1996. As denúncias estão sendo apuradas pelo promotor de Justiça, Vilmar Antônio Fonseca. A prefeitura também instaurou um processo administrativo para investigar o caso e afastou a presidente do fundo.
Segundo Fonseca, existem fortes indícios de que a vereadora falsificou documentos, notas fiscais e assinaturas para desviar dinheiro. Boa parte da documentação teria sido forjada depois que a promotoria exigiu a prestação de contas do fundo. Marlene foi ouvida sexta-feira no fórum e, segundo o promotor, confessou os desvios. ''Ela não teve como justificar algumas despesas'', disse. A promotoria ainda não fez um levantamento, mas o dinheiro desviado pode ultrapassar R$ 50 mil.
Entre os documentos, estão vários cheques de até R$ 3 mil com a assinatura original de Marlene e a assinatura falsificada de outros membros da diretoria do fundo e várias notas fiscais de quatro empresas da região de Londrina com indícios claros de falsificação.
O presidente da Câmara, José Pedro da Silva (sem partido), informou que a Casa vai aguardar a conclusão das investigações para discutir a cassação da vereadora. A Folha tentou ouvir Marlene, mas ela não retornou as ligações.


