A vereadora araponguense Angélica Ferreira (PSC) rebateu as acusações feitas em representação protocolada na Câmara Municipal de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). No início da semana, o MP (Ministério Público) emitiu recomendação ao presidente da Casa, Osvaldo Alves dos Santos (PSC), para que ele retome a tramitação de uma denúncia de quebra de decoro contra a parlamentar protocolada pelo advogado Oduwaldo de Souza Calixto.

Segundo a vereadora, a denúncia é consequência de uma perseguição política de aliados da atual gestão, já que ela manifestou publicamente que será pré-candidata a prefeita nas eleições municipais de 2020. Sobre as acusações de suposta utilização de diárias de viagens para pagar um advogado particular, Angélica Ferreira afirmou que são falsas e que não há provas. "Todas os gastos foram aprovados pelo Tribunal de Contas. Já demonstrei ao Ministério Público os comprovantes. Embora seja eu a denunciada, estou realmente ansiosa para o fim dessa investigação. Pois se não houver manipulação, chegaremos à verdade, pois eu sigo e continuarei seguindo de cabeça erguida e consciência limpa." disse.

Na quarta-feira (17), o presidente da Câmara de Arapongas disse à FOLHA que com base na análise do departamento jurídico arquivou a denúncia contra a parlamentar também por considerar que não havia provas suficientes. Angélica Ferreira disse que não teve influência na decisão do presidente da Casa e que apesar de serem do mesmo partido estão de "lados opostos" no Legislativo. "Essa é uma tentativa de nos coagir, mas não vou me dobrar a isso", disparou a vereadora.

O promotor de Justiça Tiago Trevizoli Justo também foi procurado pela reportagem, mas não tem feito manifestações sobre as supostas irregularidades. A assessoria dele informou apenas que um inquérito civil foi aberto para apurar a denúncia.

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