Vereador tinha 'tablet' na prisão
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Edson Ferreira <br> Reportagem local 
A Corregedoria da Polícia Civil vai decidir hoje se instaura procedimento para apurar de quem é a responsabilidade pela entrada de um tablet na cela do presidente afastado da Câmara de Vereadores de Guarapuava (Centro-Sul), Admir Strechar (PMDB). Ele foi preso em flagrante no dia 25 de outubro, suspeito de desviar dinheiro, e está na carceragem especial da 14 Subdivisão Policial da cidade.
Segundo o delegado-chefe Ítalo Biancardi Neto, que fez a apreensão do equipamento na última terça-feira, ''caberá à Corregedoria analisar se houve alguma irregularidade, porque tecnicamente não há delito, na medida em que a lei não fala especificamente sobre o tablet'', analisou. Sem confirmar se havia acesso à internet, ele disse que encaminhou o tablet para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura as denúncias de corrupção na Câmara. ''Mesmo com as brechas da lei, que trata apenas da proibição para celulares, não vou permitir o uso (do tablet) nas celas'', disse o delegado.
O promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Tadeu Augimeri de Goes Lima, não foi localizado ontem pela reportagem. O presidente da Câmara Admir Strechar, afastado do cargo liminarmente, aguarda julgamento de um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça. Ao todo, seis vereadores e 17 funcionários são investigados.


