Vereador teve depósito suspeito feito em conta Arquivo FolhaAMIGÃOBergamin: ‘‘Alguém me ligou avisando sobre o depósito’’ O vereador Osvaldo Bergamin (PMDB), de Londrina, foi ouvido ontem pela promotora Solange Vicentin na investigação sobre irregularidades na administração. A promotoria descobriu na conta do vereador um depósito de R$ 5 mil feito em dezembro de 1998 por Cláudio Mena Barreto, dono da empresa Sistema, de Curitiba, envolvida no esquema de desvio de dinheiro. Bergamin disse à Folha que o dinheiro foi depositado para pagamento de cabos eleitorais que trabalharam na campanha do deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSB), filho do prefeito Antonio Belinati. ‘‘Alguém me ligou avisando sobre o depósito, mas eu não me lembro quem foi. Provavelmente seja o Gino’’, disse, referindo-se ao ex-secretário de Governo, Gino Azzolini Neto. O vereador explicou que um grupo de pessoas ligadas a ele trabalhou na campanha de Antonio Carlos, a pedido de Gino. ‘‘Não vi nada de errado desse pessoal apoiar o candidato. Mas eu mesmo não trabalhei em nenhuma campanha em 98.’’ Ele disse também que não sabia da origem do dinheiro depositado em sua conta e que não conhece o empresário Barreto. Barreto também depositou, em dezembro de 98, R$ 5,7 mil na conta do prefeito de Tamarana, Edison Siena (PFL). Siena confirmou ao MP, na quinta-feira, que trabalhou para a campanha de Antonio Carlos e que o dinheiro também serviu para pagamento de cabos eleitorais. Os nomes de Siena e Bergamin estavam entre as mais de 300 notas fiscais e comprovantes de depósitos bancários entregues ao MP pelo ex-diretor da Comurb Eduardo Alonso. Das notas, 188 estão preenchidas, totalizando despesas de R$ 244,5 mil. Segundo Alonso, esse dinheiro, para a campanha de Antonio Carlos, foi desviado da Comurb. (L.H.)

mockup