O vereador Benedito de Jesus Batistet (PDT), o ‘‘Nenezão’’, acusado de ter contratado dois pistoleiros para matar seu colega José Antônio Dutra (PSDB), o ‘‘Cabeção’’, em Jardim Alegre (140 km ao sul de Apucarana), poderá ter seus sigilos bancário e telefônico quebrados. O pedido foi apresentado ao juiz Maurício Boer pelo delegado João Batista Pinto, que concluiu encaminhou anteontem ao Fórum o inquérito policial que trata da tentativa de homicídio praticada contra Dutra.
No último dia 5, às 23 horas, quando chegava em sua casa, Cabeção foi abordado por dois motoqueiros que, armados de revólveres calibre 38, dispararam 12 vezes contra ele. Ele foi atingido por sete projéteis mas sobreviveu e, daí em diante, deu informações para que a polícia encaminhasse a investigação. Para a vítima,‘‘não existe dúvida de que Nenezão foi o mandante’’.
A mesma convicção tem o delegado, tomando por base o depoimento dado por Carlos Antônio Pedro da Silva (‘‘Tonhão Gaúcho’’). Ele teria sido o intermediário na contratação dos pistoleiros. ‘‘O Tonhão declarou, inclusive, que o vereador Nenezão vendeu um carro e prometeu pagar R$ 10 mil aos dois executores’’, comentou ontem o delegado.
Batistet chegou a ficar preso por três dias na cadeia pública de Ivaiporã, por manter munição de uso restrito em sua residência. Mas conseguiu obter a sua liberdade, através de habeas-corpus impetrado no Tribunal de Justiça. Em seu depoimento no inquérito policial, ele negou as acusações de que seria o mandante do crime.

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