Vereador suspeito de tentativa de homicídio obtém liberdade
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sábado, 13 de janeiro de 2001
Maurício Borges De Jardim Alegre 
O vereador de Jardim Alegre (140 km ao sul de Apucarana), Benedito de Jesus Batistet (PDT), o Nenezão, foi colocado em liberdade ontem, no início da noite, ao obter uma liminar no Tribunal de Justiça (TJ). Ele estava preso na delegacia desde terça-feira, acusado de ser o mandante da tentativa de homicídio contra o vereador José Antônio Dutra (PSDB) e por manter em casa munição de uso restrito (calibre 45 e 9 mm).
Na avaliação da 2ª Câmara Criminal do TJ, não havia motivos para que prevalecesse a prisão preventiva decretada na Comarca de Ivaiporã. A decisão do TJ foi recebida ontem às 19h20 e cumprida minutos depois. Nenezão deixou a delegacia acompanhado de seu advogado Juarez Carneiro de Lima. Ele reafirmou que não tem nenhum envolvimento com o atentado sofrido por Dutra.
O crime ocorreu no dia 5, quando Dutra recebeu sete tiros de revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que estavam de capacete e ocupavam uma motocicleta. Ontem, Dutra voltou a acusar Nenezão de ser o responsável pelo crime. O vereador mostrou as marcas dos disparos que recebeu no tórax, pescoço e braço direito. Estou vivo por obra de Deus, comentou.
O inquérito que apura o atentado está sendo conduzido pelo delegado-operacional da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, João Batista Pinto. Ele foi designado para o caso pelo delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. Ele disse que um dos pistoleiros foi identificado. Trata-se de Claudinei Pedro da Silva, que mora em Curitiba, afirmou. Ele é irmão de Carlos Antônio Pedro da Silva, o Tonhão Gaúcho, de Jardim Alegre, também envolvido no crime.
Tonhão Gaúcho está detido na delegacia de Ivaiporã, com prisão temporária decretada. O segundo participante do atentado seria uma pessoa identificada apenas como Adilson, também de Curitiba.
Conforme o delegado, existem fortes indícios de que Nenezão teria sido o mandante do atentado. Ele disse que nos autos não existem provas ou depoimentos indicando que o prefeito Osmir Braga (PSDB) seria a próxima vítima, como Dutra havia afirmado.


