Vereador sofre nova condenação em Curitiba
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O vereador de Curitiba Aparecido Custódio da Silva (PTB) foi condenado, em primeira instância, a nove anos e dois meses de reclusão em regime fechado e a pagamento de multa de R$ 399.828,00 por crime de peculato (desvio de verba pública). A informação partiu ontem do Ministério Público (MP) do Paraná, autor da denúncia contra o vereador. Custódio adiantou ontem que vai recorrer.
A decisão foi proferida no dia 1º de fevereiro, pela 6 Vara Criminal de Curitiba, que julgou parcialmente procedente a denúncia do Ministério Público. A Justiça considerou improcedente a denúncia em relação à prática de concussão (extorsão ou peculato cometido por funcionário público no exercício da função), mas condenou Custódio da Silva e outros quatro réus por peculato. A sentença tem mais de cem páginas, de acordo com o MP.
Conforme a denúncia do MP, entre janeiro de 1993 e março de 2000, quando exercia mandato de vereador, Custódio teria desviado R$ 1,59 milhão, sem correção monetária, com o recebimento de salários de funcionários-fantasma e de parte de salários de assessores e outros funcionários com cargo em comissão.
Cabe recurso de apelação para o Tribunal de Justiça (TJ). O vereador, que foi reeleito em outubro passado para mais um mandato na Câmara de Curitiba, já ficou preso um ano e 15 dias. Chegou a fazer greve de fome. O vereador se diz vítima de perseguição política. ''Fui eleito com quase dez mil votos, são quase dez mil pessoas a meu favor'', declarou. O petebista já ocupou cadeira na Assembléia Legislativa, como suplente de Nelson Justus (PFL), que havia assumido a Secretaria dos Transportes no governo Jaime Lerner (PSB).
Outra ação penal contra Custódio, por desvio de verba pública, tramita na 7 Vara Criminal e aguarda sentença. O petebista também é alvo de ações trabalhistas.


