O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goioerê (67 km a oeste de Campo Mourão), Edilaldo Machado da Cruz (sem partido), de 33 anos, apresentou-se às 9h05 no Fórum da comarca e em seguida foi levado para a cadeia. Cruz estava foragido desde junho de 1995, quando era vereador em segundo mandato e foi acusado de ser o mandante do atentado contra o então prefeito de Goioerê, o dentista José Paulo Novaes (PDT).
Cruz chegou ao Fórum a pé, acompanhado dos advogados José Aparecido Borges dos Santos e Vanderson Moreira. Ele chorou quando uma funcionária do Fórum leu a acusação contra ele. Em seguida, ele foi até a delegacia no carro do advogado, acompanhado pelos policiais. Cruz vai ficar numa cela junto com outros dois presos.
Além do atentado, Cruz também responde pela morte do vereador Valter Aparecido Carbonieri, 49 anos, ocorrido em 1990. O ex-vereador é réu confesso na morte do colega e se diz arrependido do crime, mas nega ter participado do atentando contra o prefeito. O atentanto deixou Novaes apenas ferido, mas matou uma mulher que estava ao lado dele.
O advogado Borges acredita que o júri pela morte de Carbonieri aconteça dentro de 60 dias. Pela morte de Carbonieri, Cruz pode pegar uma pena mínima de 12 anos de prisão. Borges, no entanto, disse ontem que espera mudar a acusação de homicídio qualificado para simples, o que reduziria a pena mínima para seis anos de cadeia.
Sobre o atentado, o advogado pediu a revogação do mandado de prisão contra Cruz. O autor dos disparos, já condenado, assumiu sozinho a autoria do atentado.

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