Vereador Roberto Kanashiro (PSDB)
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Paula Barbosa Ocanha 
Nome completo: Roberto Yoshimitsu Kanashiro.
Nome de urna: Roberto Kanashiro.
Idade: 65 anos.
Cidade natal: Itambaracá (PR).
Profissão: Médico.
Estado civil: Casado.
Filhos: Fernanda (30 anos) e Rafael (29).
Já pertenceu a quais partidos? À Arena, ao MDB e ao PMDB. Hoje está filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Coligação nas eleições de outubro:
PSDB, PSB e PHS.
Eleito com quantos votos?
3.929 votos.
Já concorreu em quais eleições?
Em 1982 para vereador (não eleito, teve o registro de candidatura impugnado).
Em 1992 para vereador (eleito).
Em 1996 para vereador (eleito).
Em 2000 para vereador (eleito).
Em 2004 para vereador (eleito).
Em 2008 para vereador (eleito).
Em qual região obteve mais votos?
Centro, Quebec, Vila Nova e Vila Cazoni.
Mora em qual bairro?
Quebec.
O senhor se considera representante de algum segmento da sociedade?
Como profissional, eu seria do segmento médico, da área da saúde, da comunidade Nipo Brasileira e também do esporte em geral.
Valor total do seu patrimônio pessoal declarado à Justiça Eleitoral:
R$ 337.418,66.
No patrimônio pessoal, existem empresas?
Não.
Quanto gastou na campanha eleitoral?
R$ 27.486,27.
Quem foram seus doadores?
Pessoas físicas: R$ 16.812,00.
Recursos próprios: R$ 2.006,77.
Direção municipal: R$ 2.000,00.
Farmácia e Drogaria Nissei Ltda: R$ 5.000,00.
Hospital Otocentro de Londrina Ltda: R$ 1.000,00.
Comitê financeiro municipal único: R$ 667,50.
Por que quis ser vereador?
Em 1982, quando Wilson Moreira se candidatou a prefeito, ele pediu, praticamente dentro da convenção, que eu saísse candidato, e praticamente me obrigaram a sair candidato. Então não foi vontade própria, foi uma vontade das lideranças do MDB da época. Mas em 82 eu tive a candidatura impugnada por conta de filiação fora do prazo. Participando da campanha do Wilson Moreira eu assumi depois o cargo de superintendente da Caapsml, até para termos um representante da comunidade nipo brasileira. Na continuidade eu não quis concorrer, mas em 92 insistiram novamente e eu saí candidato. Éramos do grupo de apoio do então vereador Homero Guido, e ele entendia que precisávamos formar um grupo político. Em 92 fui eleito e a partir daí estou ocupando espaço para nosso segmento, tanto médico como a comunidade nipo brasileira, e dali para cá não encontramos ninguém que tivesse aspirações ou mesmo condições de assumir com o mesmo princípio de trabalho de ética e seriedade, que é meu lema de campanha, então acabei continuando.
Qual é a função do vereador?
A função do vereador é fazer realmente um trabalho legislativo, elaborar leis e fiscalizar o Poder Executivo. E ser uma ponte entre a população e o Executivo, levando as necessidades e reivindicações. Os vereadores têm mais condições de verificar em cada comunidade o que é necessário e levar isso ao Executivo. Se tiver dentro do orçamento, já executa. Se não tiver, já tem que planejar. Acho que o papel mais importante do vereador é ser realmente esse elo de ligação entre a comunidade e o Poder Executivo, além do aspecto legal que é fiscalizar e legislar.
Já pensa em apresentar algum projeto de lei? Qual?
Eu primeiro preciso saber qual é a linha que o prefeito vai adotar. Eu não sei o que o prefeito pensa e qual o projeto, o plano dele, então não adianta eu falar que eu tenho um projeto e eu vou fazer. Eu tenho algumas ideias. Uma das coisas que me preocupa, do ponto de vista pessoal, é a questão dos intercâmbios. Acho que Londrina se isolou muito e não vê a importância que teria esses intercâmbios, principalmente em nível até internacional. Na troca de informações, troca de entendimento. Mas também não adianta você correr o mundo buscando projetos enquanto nós não tivermos um projeto na área, por exemplo, de infraestrutura. Perdemos indústrias porque não temos parque industrial montado. Então uma das nossas ideias é nesse sentido, para planejar Londrina, planejar a cidade, um parque industrial. Esse é um projeto que vamos levar para o prefeito Kireeff.
Oposição ou situação ao prefeito eleito, Alexandre Kireeff (PSD)?
A gente nunca adotou, nem pessoalmente nem partidariamente, uma posição de ser a favor ou contra. Acho que todo projeto que for importante, interessante e necessário para a cidade, vamos aprovar. Podemos fazer alguns apontamentos, no sentido de fazer alguma correção de alguns pontos, mas vamos trabalhar para que realmente a cidade possa crescer. Se o prefeito tiver boa vontade, disposição e tiver bons projetos para Londrina, nós vamos trabalhar juntos.
Se o senhor tivesse que se posicionar politicamente entre político de esquerda, de centro e de direita, onde o senhor estaria? E seu partido político?
Eu seria mais moderado, talvez mais de centro. Meu partido, tenho impressão, está meio perdido, tanto em nível estadual como nível local, temos linhas muito divergentes. Dentro do meu pensamento, o PSDB, na sucessão do Fernando Henrique Cardoso, se perdeu em função do desgaste que houve passado o projeto da reeleição. A partir daí, setores do PSDB nacional chegaram até mesmo a rejeitar o governo FHC. E desde então perdemos cada vez mais eleições e quadros em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Tínhamos cabeças pensantes. Antes tínhamos muitos generais e poucos soldados, e hoje acho que invertemos a pirâmide. Então o PSDB hoje é um partido que não tem uma linha própria, como todos os partidos. Os partidos em geral se perderam nessa linha.
O que pensa sobre o valor do salário do vereador?
Eu acho o salário é uma preocupação muito grande da população em geral. Vocês da imprensa mesmo questionam muito, mas salário de vereador tem que ser condizente com a representação populacional, a representação que o município tem, o porte que a cidade tem. E eu acho que o salário anterior (R$ 5.724,00) estava defasado. Deu um impacto grande porque em 2008 não foi corrigido. Se tivesse sido corrigido estaria em R$ 9 mil. E hoje está em 60% do que poderia ser. Se fosse 75% do salário do deputado estadual (teto em vigor) seria hoje R$ 15 mil, mas esse valor ninguém quis porque acharam que era demais. Então mantivemos em 60%. Se tivesse sido corrigido teria ido de R$ 9 mil para R$ 12 mil e a questão não teria sido tão complicada. O impacto foi violento. Mas acho que R$ 12 mil está condizente, não acho que deveria ser maior, porque hoje o vereador ainda consegue conciliar alguma outra atividade. Poucos são os que dependem só do Legislativo. E hoje também temos uma equipe para ajudar no trabalho, antigamente o trabalho era quase que todo pessoal.
O que pensa sobre aumentar os salários de prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais?
Acho que para a cidade do porte de Londrina (a remuneração) é ridícula. Acho que até tínhamos que corrigir. Isso foi colocado, pessoas ligadas ao prefeito e do PSDB me sondaram sobre essa questão. Eu disse que de prefeito nem pensar. Com a correção que o (ex-prefeito) Barbosa fez, corajosamente ou até com intenções eleitorais em 2011, ele corrigiu grandemente o salário de todos os servidores. Deu uma recuperação grande, uma alavancada em todos os setores, então com isso atingiu um limite perigoso. Tanto é que foi necessário fazer contingenciamento para poder pagar os salários até o final do ano. Então do prefeito não tem como pensar, mesmo que ele seja baixo. Mas dos secretários é ridículo, mas depois analisei e esse projeto não cabe a mim nem ao prefeito. Cabe à Mesa (da Câmara). E depois surgiu o prefeito falando que o salário não era problema. Quando isso aconteceu, eu pensei, se o prefeito não pedir eu não vou analisar nada. Mas acho que o salário do secretário deveria estar em R$ 12 mil.
Responde a algum processo na Justiça?
Sim.
Nota da reportagem: Há uma ação popular, tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no nome dos 21 vereadores da 13º legislatura de Londrina, incluindo Roberto Kanashiro, em relação à ilegalidade na manutenção dos salários dos parlamentares. Segundo a advogada Mara Alice Gonçalves, procuradora da Câmara na época do processo, a ação popular pedia a devolução de parte dos salários dos vereadores ao poder público, mas há uma decisão, do ministro relator do caso, Napoleão Maia Nunes Filho, favorável aos vereadores.
Como o cidadão londrinense poderá entrar em contato com o senhor?
O caminho mais fácil é ligar no gabinete, ou pelo e-mail da Câmara. Acho que seria a forma mais fácil, falar mesmo com a minha assessoria.
Endereços na internet:
E-mail: [email protected]
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