Vereador Renato Lemes morre aos 55 anos
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terça-feira, 20 de março de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O vereador de Londrina Pastor Renato Lemes (PP) morreu na madrugada de ontem em Londres, na Inglaterra, aos 55 anos de idade. Segundo assessores, Lemes estava na casa da filha, quando se queixou de fortes dores nas costas. Levado ao hospital, foi identificada infecção generalizada e, após ser entubado, não resistiu. O vereador, que já havia feito tratamento contra um câncer no intestino, morreu às 3 horas da madrugada, horário de Brasília, porém, a causa do óbito ainda não foi confirmada. ''Estamos aguardando o atestado emitido pelos médicos'', afirmou Sérgio Plínio, assessor que trabalha no gabinete de Lemes. Ainda não há previsão para a chegada do corpo ao Brasil. O velório será realizado na Câmara e o sepultamento será em Campinas (SP). Lemes tinha a previsão de retornar ao país nesta sexta-feira, dia 23. Ele deixa esposa e três filhos.
Renato Teixeira Lemes, natural de Jales (SP), exercia o segundo mandato como vereador. Foi eleito pela primeira vez em 2004, pelo PSL, com 3.245 votos, quando era pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Foi reeleito em 2008, com 1.788 votos, já no PRB, através da coligação PRB e PP. No ano passado, no mesmo período em que deixou a Universal para ingressar na Mundial do Poder de Deus, ele também transferiu a filiação para o PP, partido com a maior bancada no Legislativo. Lemes, apesar de estar num partido de oposição, tinha atuação governista. Chegou a ser advertido pelo partido por ter votado com o Executivo, contra a abertura da Comissão Processante (CP) da Saúde.
Parlamentar de raros pronunciamentos em plenário, ''ele tinha uma característica diferente, trabalhava junto a comunidade, fazia muitas reuniões para discutir os projetos e trazia o parecer para a Casa'', definiu Plínio. Lemes também respondia a uma ação criminal na Justiça de Londrina, acusado de concussão pelo Ministério Público do Paraná, ao lado de outros oito vereadores da legislatura passada, por ter supostamente recebido dinheiro de um empresário para alterar projeto de zoneamento, denúncia que ficou conhecida como Caso Shirogohan.


