Vereador reeleito permanece foragido
Foragido desde 30 de novembro, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Apucarana (Norte) Alcides Ramos Júnior (DEM) poderá ser empossado para um novo mandato, para o qual foi reeleito em 7 de outubro. No entanto, como pesa contra ele mandado de prisão, é possível que ele não apareça na solenidade, marcada para às 9 horas do dia 1º de janeiro, no Cine Teatro Fênix.
A prisão foi decretada pelo juiz da 2 Vara Criminal de Apucarana, José Roberto Silvério, a pedido do promotor Eduardo Augusto Cabrini, que acusa Ramos Júnior e outras nove pessoas de formação de quadrilha e peculato. Por meio de notas fiscais frias, o grupo, composto por empresários e assessores comissionados, teria desviado R$ 36,5 mil do erário.
O ex-vereador recorreu ao Tribunal de Justiça do Paraná para reverter a ordem de prisão, mas a liminar foi negada. Agora, a 2 Câmara Criminal deve apreciar o mérito do habeas corpus.
''Como ele foi diplomado, poderá tomar posse'', restringiu-se a afirmar o atual presidente da Câmara, Valdir Frias (PSD). A diplomação ocorreu em 12 de dezembro, mas Ramos não compareceu pois já havia a ordem de prisão. ''Não existe nenhuma decisão judicial impedindo a posse.''
A partir das investigações de Cabrini, o Ministério Público Eleitoral ajuizou ação acusando Ramos de comprar votos em pelo menos 43 ocasiões e de abuso de poder político porque teria utilizado a estrutura da Câmara para a campanha de reeleição. O advogado de Ramos não foi localizado ontem. (L.C.)





