O vereador Jeferson Marques da Silva (PPB), de Cambé (13 km a oeste de Londrina) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar a sentença do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que o declarou inelegível por três anos a partir de 3 de outubro de 1996. Segundo o TRE, Silva cometeu abuso de poder econômico durante sua campanha eleitoral e usou o nome de sua empresa de transporte coletivo para fazer propaganda.
De acordo com o relator do processo, Carlos Mansur Arida, ficou clara a vinculação do nome da empresa com a publicidade de campanha. O relator se referiu à análise da denúncia apresentada pelo candidato a vereador Carlos Fernandes da Veiga, que requereu a investigação judicial.
Segundo a denúncia, Silva era sócio da empresa Radar, permissionária do transporte coletivo de Cambé, alterou a razão social da firma em 95, desfez a sociedade, mas os ônibus mantiveram o nome Radar. Além disso, ele registrou sua candidatura como ‘‘Jeferson Radar’’ e ‘‘Radar’’ e usou nos ônibus publicidade como ‘‘Esse nome você conhece’’. Silva também espalhou adesivos com desenho de ônibus e tinha programa de rádio vinculando seu nome à empresa.
Para o TRE, essa vinculação caracterizou-se como abuso de poder econômico, ‘‘pelo uso desvirtuado dos meios de comunicação e propaganda comercial, em franca campanha eleitoral’’.
O vereador acredita que o TSE desconsiderá a sentença do TRE. ‘‘Achei a decisão absurda e estranha, principalmente porque saiu às vésperas da convenção do meu partido’’. Segundo ele, a sentença foi dada no dia 29 do mês passado. Ele disse que não teve interesse em candidatar-se a deputado estadual, como podiam supor adversários políticos.
Jeferson Silva nega ter abusado do poder. ‘‘O maior inimigo de um homem é a sua consciência e estou com a minha tranquila’’, garantiu. Segundo ele, a empresa foi vendida em 95. ‘‘Mas eu não tinha como obrigar que houvesse a troca do nome’’.
O vereador informou que os ônibus da empresa circularam, na época, em apenas quatro bairros do município. ‘‘E eu fiz votos em todos os bairros’’, argumentou. Ele disse ter sido o segundo mais votado em 96 e pretende candidatar-se a prefeito no ano 2000. (P.Z)

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