Vereador questiona estudo sobre Celular
O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Tercílio Turini (PSDB), reafirmou ontem que é contrário à venda da Sercomtel Celular. Sempre defendi que a Sercomtel deveria permanecer como empresa pública, mas isso vamos ter que discutir, argumentou o vereador. Anteontem, o prefeito Nedson Micheleti (PT) esteve reunido com o presidente da Copel, Ingo Hubert, que teria se mostrado favorável à venda a estatal detém 45% das ações da telefônica.
Turini ainda questionou o estudo realizado por uma comissão da Sercomtel, concluído no final de março, que apontou que a estatal poderá enfrentar dificuldades no mercado de telefonia celular nos próximos dois anos, além de forte desvalorização frente à concorrência. Ainda não estou convencido de que uma empresa tão avançada possa perder a competitividade, afirmou o vereador.
O presidente do Legislativo também preveniu que o processo de venda dos 55% das ações preferenciais da Celular, que pertencem ao município, deve encontrar barreiras políticas e na comunidade. Existe o sentimento muito grande de carinho pela empresa. Os próprios parlamentares também não são uma unanimidade a favor ou contra a venda, por isso a necessidade do plebiscito, que está previsto em lei., justificou. Sou a favor de promovermos debates dentro e fora da Câmara.
Uma lei municipal e uma ação de autoria de Turini e da vereadora Elza Correa (PMDB), garantem a realização de um plebiscito, caso o município perca o controle acionário da Sercomtel. De acordo com o vereador, para que seja realizado o plebiscito, Nedson terá que encaminhar um expediente à Câmara. Os vereadores terão que aprovar o decreto e regulamentar a lei. Turini defende que todos os eleitores possam votar e que o processo tenha o acompanhamento da Justiça Eleitoral.
Eu acho que o que o prefeito está fazendo é um compromisso com a sociedade. Eu vou defender o que a sociedade definir. Se o processo de venda dos 45% das ações da Sercomtel tivesse sido aberto, com a participação da sociedade, isso não teria acontecido, disse o vereador. Ele se refere às denúncias de desvio de parte dos R$ 186 milhões obtidos com a venda, ocorrido em maio de 1998.
Após a reunião com Ingo, Nedson anunciou a intenção de vender as ações até o final do ano. A preocupação do prefeito, é com o processo de privatização da Copel, previsto para outubro. Nedson anunciou que já está trabalhando no cronograma de discussão da venda. (C.O.)





