O vereador Marcelo Belinati Martins (PP) protocolou ontem à tarde ofício na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público questionando a forma como a administração municipal tem se portado para defender o presidente da Sercomtel, o economista João Rezende, junto ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Martins se refere à presença do prefeito Nedson Micheleti (PT) em Curitiba e do advogado da telefônica, Deli Dias Neves, que aguardam o julgamento do recurso que pede a volta de Rezende ao posto.
O presidente da Sercomtel foi afastado esta semana por uma liminar concedida pela juíza da 9 Vara Cível de Londrina, Cristiane Willy Ferrari, em atendimento à ação civil pública que acusou o economista de improbidade administrativa.
''Isso que fizeram não corresponde à legalidade, pois não se afeta diretamente a empresa. O João não pode viver sem a Sercomtel, mas o inverso não é verdadeiro'', defendeu, avaliando que foram gastos ''recursos públicos indevidamente''.
Outro lado - O advogado da Sercomtel, Deli Dias Neves, afirmou que o procedimento junto ao TJ foi em nome da empresa, não apenas de Rezende. A atitude de Martins, disse, foi ''precipitada''. Para isso, ele diz ter se baseado no artigo 12 da lei 7347/1985 , que disciplina a ação civil pública.
''Quando há interesse público, mesmo que seja pessoa física a citada, existe legitimidade para se entrar com suspensão de execução da medida liminar'', argumentou, afirmando em seguida que a liminar atinge a telefônica ''econômica e administrativamente''.
A assessoria de imprensa do prefeito Nedson Micheleti justificou que o prefeito ''tinha que ir'' por se tratar, em última instância, do maior responsável pela Sercomtel, na qual o Município é acionista majoritário.

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