Depois de apresentar projetos de lei como o que obriga os bares e restaurantes de Londrina a fornecerem comandas individuais aos clientes e o que revoga o Decreto Legislativo que cassou o mandato do então vereador Boca Aberta (Pros), o vereador Guilherme Belinati (PP) quer reduzir de 5% para 3% o ISSQN (Imposto Sobre o Serviço de Qualquer Natureza) cobrado de empresários do setor cultural.

Nesta semana um PL de autoria do parlamentar chegou à Câmara Municipal de Londrina e, de acordo com a justificativa, o objetivo é "estimular no Município de Londrina os espetáculos teatrais, exibições cinematográficas, espetáculos circenses, programas de auditório, parque de diversões, centros de lazer e congêneres".

Estão inclusos também boates, shows, ballet, desfiles, festivais, concertos, feiras, exposições, congressos científicos, bilhares, corridas, desfiles carnavalescos ou folclóricos, exibição de filmes e até eventos de recreação.

Em sua justificativa, o vereador já antecipa que a aprovação do projeto de lei não acarretaria em significativa renúncia de receita para o Município "porquanto nenhuma grande empresa do setor de diversões, lazer e entretenimento possui sede" em Londrina.

De acordo com Belinati, o projeto nasceu de uma demanda de empresários e entidades como a Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas).

"O pessoal da Abradar me procurou porque me parece que em Maringá é 2,5% ou 3%, então dependendo do evento que for fazer precisa pagar tanto imposto que o empresário prefere fazer em outra cidade", afirmou.

Questionado se o projeto deve encontrar alguma resistência entre os demais vereadores, Belinati disse acreditar que não. "Acho que não, até porque como eu não fui favorável ao projeto de proibição das bebidas nas ruas este incentiva os eventos e o pessoal que bebia nas ruas terá mais opções", avaliou.

Agora a Comissão de Justiça, Legislação e Redação, a primeira a analisar os projetos de lei, tem até o dia 19 de março para emitir o seu parecer.

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