Com as novas medidas anunciadas ontem pelo Gaeco contra o vereador Joel Garcia (PDT), já são 11 as ações em que ele figura como principal denunciado desde o final do ano passado: seis criminais (concussão e peculato), quatro cíveis (improbidade administrativa) e uma na Justiça Eleitoral, onde, este mês, participa de audiência para se defender da acusação de suposta compra de votos em 2008.
A segunda denúncia de concussão anunciada ontem pelo Gaeco se refere a uma blitz da Polícia Militar na Avenida Dez de Dezembro, em novembro de 2009, na qual, segundo os autos, a esposa de Joel foi autuada e teve o carro apreendido por dirigir com o licenciamento do veículo em situação irregular. Conforme o promotor Jorge Barreto da Costa, ela teria intercedido ao vereador, que, supostamente no uso da função, teria ameaçado o chefe da Companhia de Trânsito (Ciatran), tenente Ricardo Eguédis, de impor obstáculos a projetos do Executivo que se referissem a transferência de recursos do Município ao Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom). ''O chefe da Ciatran confirmou a abordagem do parlamentar; ele (Eguédis) figura como vítima'', comentou o promotor.
Na Câmara, o vereador se disse vítima de ''perseguição pessoal'' desde a prisão dele, em janeiro, no caso da suposta assessora ''fantasma''. Ele ficou 54 dias preso.
''Fico sabendo das denúncias pela imprensa; sequer tenho acesso aos autos da Promotoria para me defender. É óbvio que esse promotor me persegue e pressiona testemunhas que lhe aprouverem, em uma sala fechada - porque as que eu arrolei, ele não quis ouvir'', disse, referindo-se ao promotor Renato de Lima Castro. O parlamentar declarou que recorrerá hoje à Corregedoria do MP, em Curitiba, e pedir a suspeição de Castro. ''Não há provas materiais contra mim. Não me importo de ser processado, mas não posso aceitar essa perseguição''.
O promotor preferiu não comentar o assunto - se limitou a dizer que ''o MP trabalha de forma impessoal''. (J.G.)

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