Na Câmara de Vereadores de Curitiba tramitam quatro projetos polêmicos. Um deles, de autoria de Jorge Bernardi (PDT), prevê a mudança do nome dos catadores de papel para ‘‘operadores ecológicos’’. A justificativa é que assim eles teriam maior respeito por parte da sociedade. Outra proposta, do mesmo vereador, prevê punição para donos de cães e quer obrigá-los a recolher as fezes dos animais de estimação em ruas, praças e outros logradouros públicos.
Já uma proposição encaminhada pelo vereador Jair César (PTB), prevê a criação de uma praça com o nome de Mamonas Assassinas, em homenagem ao grupo musical, cujos integrantes morreram em um acidente aéreo há quase cinco anos.
O ex-vereador Borges dos Reis (PSDB) apresentou proposta para que as escolas municipais de Curitiba incluam em seu currículo, obrigatoriamente, a disciplina de Gerência Familiar, para ensinar à criançada as noções básicas de economia doméstica.
Para o vereador Tadeu Veneri (PT), a elaboração e apresentação destes projetos mostra que muitas propostas não se justificam diante das prioridades da população. ‘‘Temos tantas coisas mais importantes para fazer, que estes projetos chegam a ser esdrúxulos.’’
Nem a Assembléia Legislativa está livre da apresentação de projetos extravagantes. No ano passado, o deputado do PL, pastor Edson Praczyk, elaborou uma proposta que previa o cadastramento de clientes em motéis. A justificativa do parlamentar era de que a medida evitaria o aumento da prostituição infantil.
Já o ex-deputado petista e atual prefeito de Ponta Grossa, Péricles Holleben de Melo, justificou a exclusão social dos índios para criar na Assembléia o cargo de ‘‘liderança indígena’’. O mesmo argumento levou César Silvestri (PPS) a querer determinar, por lei, vagas em universidades públicas para os índios.
O deputado petebista Luiz Accorsi, por sua vez, apresentou uma proposta para a criação de taxionetes, e queria transformar camionetes e vans que transportam mercadorias em táxis, com o objetivo de regulamentar este tipo de transporte. Nenhum desses projetos apresentados pelos deputados foram aprovados pela Assembléia Legislativa.

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