Vereador quer CEI para apurar planilha dos ônibus
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quinta-feira, 08 de janeiro de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O vereador Joel Garcia (PDT) deve protocolar hoje à tarde na Câmara Municipal pedido de instalação de Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar eventuais irregularidades na planilha do transporte coletivo de Londrina. A CEI necessita do apoio de pelos menos mais seis vereadores. De acordo com Joel, três fatos justificam a investigação: a inexistência de um responsável técnico pela elaboração da planilha; o decreto do prefeito interino Padre Roque (PTB) revogando o aumento da tarifa para R$ 2,25; e as denúncias levadas à promotoria pública pelo ex-vereador Orlando Bonilha (sem partido) indicando que uma das empresas concessionárias pagaria propina a vereadores da legislatura passada.
No pedido de instalação da CEI, o vereador indica a necessidade de se fazer um ''amplo diagnóstico do transporte coletivo'', ''auditoria sobre o real número de passageiros'', ''auditoria sobre os custos da planilha'', dentre outros procedimentos. ''A lei de concessões (do serviço público) nos dá a possibilidade de auditar inclusive a contabilidade das empresas concessionárias'', justificou o parlamentar.
Outro objetivo da CEI será auditar as ''rendas alternativas'' e a ''destinação dos bens reversíveis. ''O lucro obtido pela venda de anúncios na parte traseira dos ônibus deveria ser incluído na planilha para redução da tarifa'', afirmou. ''Já os bens reversíveis incluem os ônibus usados. A planilha não cita os valores obtidos quando eles saem de uso e são vendidos.''
O vereador também disse estranhar a quantidade de passageiros transportados - alegando que em cidades do mesmo porte de Londrina os números são bem maiores. ''Por que retiraram os ônibus biarticulados? Será que transportavam mais passageiros e reduziam o lucro?'', questionou.
Garcia disse acreditar que a tarifa do transporte poderia até ser reduzida se os dados correspondessem fielmente aos custos e à receita do sistema. Para garantir a transparência dos trabalhos, o vereador admitiu convidar o Ministério Público (MP) e entidades da sociedade civil para acompanhar a investigação. ''Não faremos nenhuma reunião a portas fechadas'', prometeu.


