Vereador quer aumentar número de assessores
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sábado, 11 de dezembro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Projetos que beneficiam os políticos são sempre vistos com desconfiança pela população. O presidente da Câmara Municipal de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), Laertes Colere (PMDB), porém, afirma não ter medo dessa repercussão negativa. Ele está apresentando um projeto que aumenta para três o número de assessores a que cada vereador do município tem direito. Atualmente, cada parlamentar do município tem direito a verbas para manter apenas um assessor em cargo de comissão.
O projeto tem causado mais repercussão porque foi apresentado justamente quando o número de vereadores da cidade foi reduzido de 17 para 13 por uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso fez com que muitos erroneamente acreditassem que o Legislativo passaria a gastar menos, o que não é verdade. Por lei, os Legislativos municipais têm direito a um percentual fixo do Orçamento dos municípios, independente do número de vereadores.
Colere defende o projeto sem meias palavras. ''A população está sempre pronta a meter o pau nos políticos quando surge um projeto dessa natureza. Mas com menos vereadores, os que sobraram vão ter mais responsabilidades. O pessoal pode até reclamar do que acha que é uma mordomia, mas quero ver chegar aqui com um pedido pra enterrar um parente e não ter ninguém para atender. É um verdadeiro Deus nos acuda'', salientou Colere.
Colere acredita que o aumento dos gabinetes é justificado pelo tamanho de Colombo. ''Somos o oitavo maior município do Estado. Estamos defasados há muito tempo, mas o pessoal tinha medo de mexer nessa questão justamente porque é impopular. Mas eu dou a cara mesmo, e quero mais é que falem o quanto quiser desse projeto. Até os prefeitos preferiam que não aumentasse a estrutura, porque muitos queriam os vereadores mendigando. Mas agora isso vai mudar. Tenho uma visão pro futuro de Colombo, e a Câmara tem que ser mais independente'', afirma o peemedebista .
Colere destacou que apesar da despesa com pessoal prevista para 2005 aumentar de R$ 677 mil para R$ 845 mil, o Legislativo ainda está bem abaixo dos limites impostos pela lei. ''Nós temos um orçamento de R$ 6 milhões, mas somando todos os gastos passa só um pouco de R$ 3 milhões'', comentou. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe que um poder gaste mais de metade de seu orçamento anual com pessoal.


