Pouco antes de começar a primeira e longa rodada de depoimentos da Comissão Processante (CP), um dos membros do grupo, o vereador Ivo de Bassi (PTN), anunciou a renúncia ao posto. A vaga no grupo será preenchida na sessão de hoje, em sorteio a ser realizado entre os vereadores aptos a concorrer.
Bassi afirmou que a decisão foi uma forma de resguardar os trabalhos da CP contra eventual decreto futuro de nulidade, uma vez que a defesa de Gouvêa, desde o início, questionara quaisquer participações do parlamentar em procedimentos relacionados ao denunciado. O motivo é o depoimento de Bassi ao Ministério Público (MP), ano passado, em outra investigação contra Gouvêa. Ele foi acusado de concussão por suposta cobrança de propina para aprovação do projeto ''Minha Casa, Minha Vida'', em junho.
Após depor e alegar assédio de Gouvêa para a suposta tentativa de achaque contra o engenheiro Maurício Costa, interessado na aprovação da matéria, Bassi depôs que teria sofrido ameaças de Gouvêa. ''Não quero abrir brecha para que atrapalhem o bom andamento da comissão'', disse o vereador, ao justificar a renúncia. Porém, disse não acreditar em suspeição também em votações posteriores, no plenário, referentes a Gouvêa. ''Não vai ter problema; não creio''.
O advogado de Gouvêa, Guilherme Gonçalves, contudo, mandou um recado: ''Com a renúncia à CP, por consequência, ele (Bassi) está impedido de votar (sobre Gouvêa)''. A renúncia de Bassi veio cerca de quatro horas depois de o juiz da 2 Vara Cível de Londrina, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, indeferir, liminarmente, pedido de Gonçalves para que ele fosse declarado impedido de participar da CP e para que a comissão seguisse os ritos do decreto-lei 201/67. No mérito, contudo, o mandado ingressado pela defesa ainda aguarda julgamento. (J.G.)

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