Curitiba - A Justiça decretou a prisão preventiva do presidente da Câmara Municipal de Reserva (98 quilômetros ao norte de Ponta Grossa), Flávio Hornung Neto (PMDB), no início da noite de terça-feira, mas o mandado não pôde ser cumprido. Segundo informações da Polícia Civil, ele não foi localizado na cidade e é considerado, agora, foragido da Justiça. O vereador assumiu a autoria da morte do presidente do PCdoB local, Nelson Renato Vosniak, 32 anos, no último domingo.
O delegado de Reserva, Wallace de Oliveira Brito, disse que não esperava o sumiço de Hornung, pois ele havia se apresentado, espontaneamente, na manhã seguinte ao crime. O vereador não ficou detido na ocasião, uma vez que, segundo a polícia, não houve caracterização para o flagrante.
Independente da prisão não ter sido cumprida, Brito está dando sequência ao inquérito, que espera concluir e encaminhar ao Ministério Público (MP) estadual na semana que vem. Hornung deverá ser indiciado por homicídio e tentativa de homicídio. A pena é de seis a 20 anos de prisão para o homicídio simples e de 12 a 30 anos para o qualificado.
Ontem, o delegado tomou o depoimento do prefeito de Reserva, Frederico Bittencourt Hornung (PMDB), tio de Flávio. Segundo Brito, ele teria afirmado que estava com o sobrinho na casa de parentes horas antes do crime e que teria visto Vosniak passar de carro, fazendo provocações. Teria dito, também, que Vosniak teria perseguido o veículo de Flávio, quando este deixou a casa.
O outro ocupante do carro de Vosniak, que foi atingido na nuca por um dos disparos, até ontem permanecia internado em Telêmaco Borba. Ele deverá ser transferido para Ponta Grossa para se submeter a uma nova cirurgia.
A Folha tentou contato com o advogado de Hornung, Carlos Humberto Fernandes Silva, mas ele não atendeu o celular, nem retornou o recado. No escritório do advogado, um secretário afirmou que, hoje, ele viajaria para Reserva.

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