Se depender do Poder Executivo, os cinco projetos para a área da saúde de autoria do vereador Márcio Almeida (PSDB) que estão tramitando na Câmara Municipal por enquanto não sairão do papel. O vereador retirou os projetos de pauta da sessão de ontem da Casa por quatro sessões, para que ''o Executivo pudesse apresentar substitutivos'' às matérias, já que elas possuem vício de iniciativa. O diretor-executivo da Secretaria de Saúde, Márcio Nishida, porém, já afirmou que ''atualmente a saúde em Londrina vive um momento emergencial'', e que ''os projetos do vereador seriam mais oportunos em outro momento''.
''Gostaria de dar um prazo de duas semanas para que o Executivo confirme a intenção de enviar um substitutivo (aos projetos). Não sou dono da verdade e não faço questão de que as leis sejam de minha autoria, ainda mais se existir vício de iniciativa. Mas se o Executivo tem um posicionamento favorável vamos confirmar. Têm agora duas semanas para que eles analisem e talvez confirmem'', explicou o vereador. Os projetos receberam o parecer contrário da Comissão de Justiça da Câmara porque prevê mudanças que mudam o orçamento e contratação de pessoas, e essa não é a função do Legislativo, e sim do Executivo.
Apesar da vontade do vereador de fazer a ''reestruturação na área da saúde'', Nishida afirmou que a secretaria não é favorável a todos os projetos. ''Alguns dos projetos são muito bons, e consideramos favoráveis para a cidade. Mas no momento estamos tantando garantir o não cancelamento dos serviços básicos e essa é a prioridade'', salientou.
O diretor ainda ressaltou que a secretaria estuda, atualmente, projetos para municipalização dos serviços. ''Vamos focar nos testes seletivos, que precisamos fazer assim que o decreto de emergência acabar. Acreditamos que os projetos do vereador podem funcionar, mas a longo prazo'', finalizou.

Protesto
O projeto do vereador Márcio Almeida também não agradou alguns servidores e munícipes, que manifestaram seu descontentamento com faixas nas galerias da Câmara. O principal problema seria a contratação de organizações sociais (OSs) e a terceirização dos serviços. O vereador afirmou que acha ''legítimo o posicionamento e o protesto das pessoas'', mesmo contra suas matérias.

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