Vereador propõe congelamento
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 1997
Antônio França Sucursal de Foz do Iguaçu 
O vereador e sindicalista Dilto Vitorassi (PT) quer congelar os salários dos 21 vereadores da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu e do prefeito Harry Daijó (PPB), até que a inflação acumulada alcance 20%. Atualmente, a Câmara tem uma despesa de R$ 152 mil apenas com o pagamento dos legisladores. O petista pretende também desvincular o reajuste dos vereadores e do prefeito, com base nos aumentos concedidos aos servidores.
A proposta do petista está causando polêmica no município e entre os próprios vereadores na Câmara. Segundo ele, um pedido de redução de salários em até 40% seria o ideal. Porém, teme que a proposta seja classificada como uma atitude demagógica.
O vereador ainda pretende mudar os mecanismos de reajuste aplicados atualmente sobre os salários. Aprovado pela Legislatura anterior, o vencimento do vereador de Foz do Iguaçu, que hoje chega a R$ 7.200 sem o desconto do Imposto de Renda, é reajustado a cada aumento concedido para o funcionalismo municipal.
Mesmo sem conhecer o projeto já protolocado, o presidente da Câmara, Hermes Vetorello (PDT), diz que é contrário à proposta. Defensor da prática do assistencialismo, o presidente diz que boa parte do seu salário é usado na ajuda a carentes e entidades assistenciais. Se o Vitorassi não faz esse tipo de ajuda, que eu acho que é uma forma de solidariedade, ele não pode barrar os vereadores que praticam, diz. O petista retruca:vereador não é para fazer assistencialismo
Vitorassi ainda estuda a apresentação de um projeto para acabar com os cargos de terceiro ao quinto escalão da Prefeitura. O vereador está pedindo a realização de concurso público caso haja necessidade de contratação de pessoal ao invés de decretos de nomeação.


