Vereador prega fim do recesso
Patrícia Zanin
De Londrina
O vereador de Assaí (36 km a leste de Londrina) Januário Silvério de Souza (PFL) está aguardando a votação da proposta do líder do PT na Câmara dos Deputados, José Genoino (PT-SP), que acaba com o recesso parlamentar de três meses, para reapresentar um projeto de sua autoria sobre o mesmo assunto. O projeto, proposto por Souza no ano passado, nem chegou a ser votado. Foi rejeitado na Comissão de Justiça e Redação, em agosto, sob o argumento de inconstitucionalidade.
Agora, quando o assunto ganha destaque nacional com a proposta de Genoino, o vereador de Assaí tem esperança de que seu projeto possa vingar. Na época, a comissão alegou que não poderíamos legislar sobre a matéria. Mas se o projeto for aprovado em Brasília, não tem desculpa, acredita.
Tanto a proposta do petista como a do pefelista acabam com o recesso parlamentar de três meses e instituem férias de 15 de dezembro a 15 de janeiro. A meta é evitar a convocação extraordinária do Legislativo, resultando em economia para os cofres públicos. No caso da Câmara dos Deputados, quando há convocação como a que está sendo realizada atualmente, deputados e senadores recebem R$ 8 mil brutos no início da convocação e o mesmo valor no final do período, fora o salário. No caso das Câmaras de Vereadores, geralmente a convocação extra rende o salário dos vereadores.
Aprovando o fim do recesso de três meses, pouparíamos dinheiro e melhoraríamos a imagem do Legislativo, tendo em vista que deputados, senadores e vereadores trabalham apenas nove meses por ano. Nas Câmaras de Vereadores, o trabalho é ainda mais reduzido, já que as sessões são apenas uma vez por semana, argumenta Januário Silvério de Souza. Cada um dos 11 vereadores de Assaí recebe hoje R$ 1,7 mil por mês.
Ele acredita que se o projeto de Genoino for aprovado em Brasília, sua proposta sai do papel em Assaí. É certeza que os vereadores vão acatar porque terá amparo legal, aposta. Souza disse que, nesse caso, apresentará uma proposta de emenda à lei orgânica do município. O vereador não tem dúvida de que o projeto melhoraria a imagem dos políticos. Hoje a classe é muito malvista, argumenta.





